A figura mostra o trajeto do nervo cutâneo femoral lateral e suas zonas de risco no acesso anterior direto. Sobre esse nervo, segundo Callaghan, é correto afirmar que:

- É um nervo misto, originado de L4 e L5, que dá inervação motora ao músculo tensor da fáscia lata.
- Na maioria dos casos, divide-se em ramos glúteo e femoral acima do ligamento inguinal.
- É puramente sensitivo, vem de L2 e L3 e, na maioria, divide-se abaixo do ligamento inguinal.
- Passa lateral à espinha ilíaca ântero-superior e depois posterior ao músculo sartório.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Um nervo sensitivo com trajeto imprevisível
O nervo cutâneo femoral lateral é puramente sensitivo, nasce dos ramos dorsais de L2 e L3 e emerge da borda lateral do psoas. Passa medial à espinha ilíaca ântero-superior, por baixo do ligamento inguinal, e segue anterior ao sartório. Em cerca de 60% dos casos divide-se em ramos glúteo e femoral abaixo do ligamento inguinal; nos demais, a divisão é mais alta.
Na figura, a zona amarela é onde o tronco comum corre risco, ao longo da borda lateral do sartório; a azul, onde os dois ramos cruzam a borda lateral do tensor; e a laranja, onde o ramo femoral desce junto à margem anterior do tensor. Ropars situou a zona de perigo entre 27 e 92 mm abaixo da espinha.
Por que o cirurgião entra pela fáscia do tensor
Como o nervo corre sobre o sartório, os autores seguem Letournel: incisão tão lateral e distal à espinha quanto seguro, e abertura da fáscia do tensor 0,5 a 1 cm lateral ao intervalo verdadeiro. A lesão varia de dormência transitória a meralgia parestésica, com incidência relatada de 0,12% a 0,5%, provavelmente subestimada.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo