Na preparação femoral pelo acesso anterior em mesa de fraturas, são cuidados descritos pelos autores no Callaghan, EXCETO:
- Liberar toda a tração antes de estender e aduzir o membro.
- Iniciar a raspa junto à cortical posterior, com o cabo dirigido ao chão.
- Rodar a raspa na introdução para ampliar o manto de osso esponjoso.
- Manter o cálcar visível quando a raspa se aproxima do tamanho planejado.
- Orientar a serra posteromedialmente no corte do colo femoral.
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Conceito-chave
A etapa mais delicada da via anterior
No acesso anterior em mesa de fraturas, o fêmur precisa ser trazido para a ferida, e é no preparo femoral que acontecem fraturas e perfurações.
| Cuidado | Por quê |
|---|---|
| Liberar toda a tração antes de estender e aduzir | com tração mantida, a manobra aplica força enorme sem que o cirurgião perceba: risco de fratura do fêmur ou do tornozelo |
| Serra posteromedial no corte do colo | não atingir o trocânter maior |
| Não tensionar demais o gancho que eleva o fêmur | pode arrancar o trocânter |
| Primeira raspa junto à cortical posterior, cabo dirigido ao chão | direção em valgo, protegendo a cortical lateral de perfuração |
| Cálcar visível nas últimas raspas | perceber cedo qualquer fissura |
| Raspa sem rotação | preservar o manto de osso esponjoso |
Por que não rodar a raspa
A haste não cimentada se fixa no osso esponjoso da metáfise, que a raspa compacta formando um manto uniforme em contato com o implante. Girar a raspa, ao entrar ou ao sair, remove esse osso de forma irregular e destrói o manto, deixando espaços onde a haste não tem apoio. O resultado é menor estabilidade inicial e pior osteointegração.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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