A imagem intraoperatória mostra a exposição do fêmur proximal pelo acesso anterior em mesa de fraturas. As setas amarela, verde e azul indicam tendões inseridos na face medial do trocânter maior. Segundo os autores, é correto afirmar que:

- A seta azul indica o obturador externo, que deve ser preservado por ser o que mais resiste à luxação.
- A seta azul indica o piriforme, que pode ser liberado sem prejuízo à estabilidade do quadril.
- A seta amarela indica o obturador externo, liberado de rotina para elevar o fêmur proximal.
- A seta verde indica o obturador externo, que deve ser liberado antes do obturador interno.
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Conceito-chave
O que se pode soltar para elevar o fêmur
A exposição do fêmur proximal é o ponto técnico decisivo do acesso anterior. Quando o fêmur não sobe o suficiente, os autores liberam os rotadores em sequência. Na imagem, a seta amarela é o piriforme, a verde é o obturador interno e a azul é o obturador externo.
O obturador interno pode ser incisado longitudinalmente com pouca morbidade: esses tendões não retraem de forma importante e cicatrizam em posição anatômica, mantendo continuidade como um retalho. Se ainda faltar mobilidade, o piriforme, que se insere acima do obturador interno na face anterior do trocânter, também pode ser seccionado.
O que não se solta
O obturador externo deve ser preservado. Sua tração medial direta sobre o fêmur proximal é a que mais resiste à luxação entre esses rotadores, e é por isso que ele fica fora das liberações.
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