A imagem mostra a fluoroscopia da pelve obtida durante uma artroplastia total do quadril pelo acesso anterior em mesa de fraturas, antes da inserção do componente acetabular. Segundo Callaghan, para considerar a pelve nivelada, deve-se observar:

- Forames obturatórios assimétricos e o cóccix apontando para o acetábulo do lado operado.
- Lágrimas no mesmo nível e cóccix desviado 2 a 3 cm para o lado da sínfise.
- Cóccix apontando para a sínfise e forames obturatórios de forma e altura semelhantes.
- Espinhas ilíacas ântero-superiores sobrepostas às cabeças femorais dos dois lados.
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Conceito-chave
Por que nivelar a pelve antes de posicionar o componente
No acesso anterior com mesa de fraturas, a fluoroscopia é a régua do cirurgião: é por ela que se julgam a inclinação e a versão do componente acetabular e, depois, o comprimento e o deslocamento lateral do membro. Só que uma pelve rodada ou inclinada engana a imagem. O mesmo componente parece mais aberto ou mais fechado conforme a pelve gira, e toda a comparação com o lado contralateral perde valor.
Por isso, antes de fresar até o tamanho final, a imagem é centralizada na pelve e três marcos são conferidos. O cóccix deve apontar para a sínfise púbica, os forames obturatórios devem ter forma e altura semelhantes, e as linhas ilioisquiáticas devem manter a mesma relação com as lágrimas nos dois lados. A mesa é inclinada até os marcos coincidirem, e o arco é rodado até a linha transversa da pelve ficar horizontal.
O detalhe da paralaxe
Depois de nivelar, o fluoroscópio é centralizado sobre o acetábulo operado, e não sobre a pelve inteira. A imagem fora do centro distorce a elipse do componente, e a anteversão estimada por ela deixa de ser confiável.
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