Sobre a osteotomia trocantérica clássica de Charnley, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Charnley aprendeu a técnica com Wroblewski e teve taxa de pseudartrose radiográfica de cerca de 15%.
- Charnley aprendeu a técnica com Sir Harry Platt, e sua taxa de pseudartrose radiográfica foi de cerca de 5%.
- Em Wrightington, com um fio e reabilitação precoce, Charnley não teve casos de pseudartrose trocantérica.
- O fragmento era medializado e fixado proximal ao leito original, alongando o braço de alavanca do colo.
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Conceito-chave
Charnley e o trocânter
Charnley usava a osteotomia trocantérica de rotina nas suas artroplastias.
| Ponto | Detalhe |
|---|---|
| Quem o ensinou | Sir Harry Platt |
| Quem continuou | Wroblewski, seu discípulo, osteotomizava em todas as primárias |
| Frase famosa | se o trocânter consolidasse em 3 semanas sem atrasar a reabilitação, poucos deixariam de usar o acesso transtrocantérico, de tão boa a exposição |
A técnica clássica e sua lógica
Corte plano. No fim, o fragmento era lateralizado e fixado mais distalmente que o leito original. Dois objetivos:
- permitir uma prótese de colo curto, que reduz o momento de flexão sobre a haste;
- tensionar os abdutores e aumentar seu braço de alavanca, o que melhora a eficiência muscular e a estabilidade.
Lateralizar o trocânter afasta a inserção dos abdutores do centro de rotação, aumentando o braço; descê-lo restaura a tensão que o colo curto tiraria.
Os resultados
| Período | Fixação e pós-operatório | Pseudartrose |
|---|---|---|
| Wrightington, 1958 a 1962 | um fio e gesso pelvipodálico | nenhuma |
| Com reabilitação precoce | mobilização cedo | surgiu o problema |
| Milhares de casos | técnica madura | cerca de 5% radiográfica |
| Cirurgiões inexperientes | duas a três vezes mais |
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