Sobre a fixação e as complicações da osteotomia trocantérica, as afirmativas abaixo estão de acordo com Callaghan, EXCETO:
- Fios e dispositivos seguem decisivos na consolidação após as 6 primeiras semanas.
- O nervo glúteo superior fica a menos de 5 cm proximal à ponta do trocânter maior.
- O cabo pode agir como serra de Gigli, produzindo lise do trocânter menor.
- Na perda óssea trocantérica, reinserir pequeno fragmento ao leito é fútil.
- Implantes de fixação mais resistentes não garantem maior taxa de consolidação.
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Conceito-chave
A biologia manda
Na osteotomia trocantérica, é tentador achar que um implante mais forte resolve tudo. Callaghan mostra que não:
- Implantes maiores e mais resistentes não garantem mais consolidação nem menos migração. O que decide é a biologia: contato entre as superfícies, irrigação e estabilidade inicial. Testes de laboratório não reproduzem o que acontece no corpo.
- Clark, em 92 pacientes, viu que metade das falhas eram fios quebrados cedo, nas primeiras 6 semanas, com migração. A fixação é decisiva nas primeiras semanas; depois de 6 semanas, os dispositivos têm papel menor, porque a consolidação já começou a dividir a carga.
Outras armadilhas
| Armadilha | Detalhe |
|---|---|
| Nervo glúteo superior | passa a menos de 5 cm acima da ponta do trocânter maior; dissecar acima arrisca lesá-lo e desnervar os abdutores |
| Cabo | pode agir como serra de Gigli, cortando o osso e causando lise do trocânter menor |
| Perda óssea trocantérica | reinserir um pequeno fragmento ao leito é fútil; pode ser preciso componente constrito para evitar luxação |
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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