Em relação à bursite trocantérica após osteotomia trocantérica, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Ocorre em cerca de 30% dos casos, e a retirada do material de síntese resolve a dor na maioria deles.
- Bernard e Brooks obtiveram alívio em mais de 80% dos pacientes com a retirada dos fios quebrados.
- A retirada dos fios alivia a dor quando há pseudartrose, mas não quando o trocânter está consolidado.
- Ocorre em cerca de 10% dos casos, e antes de reoperar recomenda-se infiltração de prova com anestésico.
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Conceito-chave
Bursa irritada pelo metal
A bursa trocantérica fica entre o trocânter maior e o trato iliotibial e reduz o atrito quando a fáscia desliza sobre o osso. Depois da osteotomia trocantérica, fios, cabos, placas ou garras ficam salientes, e a fáscia passa a atritar sobre eles. A bursa inflama: é a bursite trocantérica, com dor na face lateral do quadril.
| Dado | Valor |
|---|---|
| Frequência após osteotomia (McCarthy) | cerca de 10% |
| Alívio após retirar os fios (Bernard e Brooks, 36 pacientes) | menos da metade |
| Influência de fio íntegro ou quebrado | nenhuma no resultado |
| Influência de consolidação ou pseudartrose | nenhuma no resultado |
Por que retirar nem sempre resolve
A dor lateral após artroplastia tem várias fontes possíveis: tendinopatia ou lesão dos abdutores, problemas da própria prótese, dor referida da coluna. O material saliente é só uma delas.
Conduta recomendada
- Antes de reoperar, infiltração de prova com anestésico local na região.
- Se a dor some temporariamente, a origem provavelmente é local, e a retirada tem mais chance de ajudar.
- Explicar ao paciente que a retirada não garante alívio.
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