Sobre a comparação entre cabos e fios na fixação trocantérica, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Um estudo prospectivo randomizado mostrou superioridade clínica dos cabos sobre os fios monofilamentares.
- Em 6.460 artroplastias, os cabos falharam significativamente menos que os fios, com custo semelhante.
- Em 6.460 artroplastias, cabos e fios não diferiram estatisticamente na falha, e os fios custaram menos.
- O debris migrou para a incisura acetabular com menos frequência com cabos (8%) do que com fios (16%).
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Conceito-chave
Fio ou cabo
Para prender o trocânter, o cirurgião pode usar fios monofilamentares (geralmente de aço) ou cabos, feitos de vários fios finos trançados. O cabo parece mais forte, mas os dados não mostram vantagem clara.
| Aspecto | Cabos | Fios |
|---|---|---|
| Ensaio randomizado mostrando superioridade | nenhum | não aplicável |
| Falha em 6.460 artroplastias | 3,57% | 5,12% |
| Diferença estatística | não | não |
| Custo por unidade | cerca de US$ 275,40 | cerca de US$ 29,79 |
| Debris na incisura acetabular (Johnson e Kelley) | 16% | 8% |
O cabo custa cerca de nove vezes mais, sem ganho comprovado.
Problemas próprios do cabo
- Pode desfiar e soltar partículas de cobalto-cromo, que entram na articulação e causam desgaste por terceiro corpo do polietileno: partículas duras presas entre cabeça e polietileno, como lixa.
- Pode funcionar como serra de Gigli, cortando o osso e causando lise do trocânter menor.
O que o fio faz pior
Quebra com mais frequência, mas, como a consolidação não ficou diferente, essa quebra raramente muda o resultado.
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