Em relação à migração do trocânter após osteotomia trocantérica, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Para Nutton e Checketts, deslocamento acima de 1 cm tende a causar fraqueza abdutora, haja ou não consolidação.
- Para Woo e Morrey, migração acima de 5 mm aumentou em seis vezes a frequência de instabilidade pós-operatória.
- A pseudartrose radiográfica, mais que o grau de migração, é o principal determinante da claudicação pós-operatória.
- Para Nutton e Checketts, deslocamento de até 3 cm costuma deixar inalterada a força dos abdutores do quadril.
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Conceito-chave
Migração ou pseudartrose: o que pesa mais
Depois da osteotomia trocantérica, o fragmento pode migrar para cima, puxado pelos abdutores. Segundo Callaghan, é a migração, e não a pseudartrose radiográfica, o que mais pesa no resultado.
Por quê: um músculo gera força máxima num comprimento ótimo. Se o trocânter sobe, os abdutores ficam encurtados e frouxos, perdem força e o paciente manca. Uma pseudartrose fibrosa estável, com o trocânter no lugar, muitas vezes não dá sintomas.
Os números que caem
| Autor | Limiar | Achado |
|---|---|---|
| Nutton e Checketts | 1 cm | até 1 cm, força preservada; acima de 1 cm, fraqueza abdutora e sinal de Trendelenburg, com ou sem consolidação |
| Woo e Morrey (8.944 artroplastias) | 2 cm | migração acima de 2 cm aumentou a instabilidade seis vezes, com luxação em 17,6% |
| Amstutz e Maki | 2 cm | pior função acima de 2 cm |
A instabilidade aparece porque os abdutores frouxos deixam de comprimir a cabeça no acetábulo, perdendo seu papel de estabilizador dinâmico.
A pseudartrose vista na radiografia nem sempre se correlaciona com dor; em geral é fibrosa e estável.
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