Sobre a osteotomia trocantérica estendida descrita no Callaghan, são corretas as afirmativas abaixo, EXCETO:
- Inclui cerca de um terço da circunferência femoral e todo o trocânter maior.
- Exige no mínimo 1 a 2 cm de canal endosteal íntegro distal à osteotomia.
- É mais fácil de executar após a remoção do componente femoral.
- O remodelamento em varo ocorre em cerca de um terço das hastes falhas.
- O ramo posterior é feito primeiro, logo anterior à linha áspera.
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Conceito-chave
Uma porta lateral no fêmur
A osteotomia trocantérica estendida, popularizada por Paprosky, é um recurso das revisões femorais. Em vez de cortar só o trocânter, o cirurgião abre uma longa janela na face lateral do fêmur, que leva junto:
- todo o trocânter maior;
- cerca de um terço da circunferência femoral;
- o glúteo médio em cima e o vasto lateral embaixo.
Essa manga de osso e músculo abre como uma porta, com a dobradiça na frente.
Para que serve
| Uso | Por quê |
|---|---|
| Retirar haste totalmente porosa bem fixada | praticamente o único jeito sem destruir o fêmur |
| Retirar cimento retido | acesso direto ao canal |
| Corrigir remodelamento em varo | presente em cerca de um terço das hastes que falham |
Os números
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Canal íntegro abaixo da osteotomia | pelo menos 4 a 5 cm, onde a nova haste se fixa por interferência |
| Haste nova além da osteotomia | 5 a 7 cm |
| Consolidação | cerca de 98% |
Quando e como
- Antes da luxação, se o quadril não luxa; depois de luxar e antes de tirar a haste, se ela está fixa; ou depois de retirá-la, situação mais fácil.
- O ramo longitudinal posterior é feito primeiro, logo à frente da linha áspera; cantos arredondados para não concentrar tensão; cerclagem de proteção abaixo.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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