Em relação ao deslizamento trocantérico (trochanteric slide), segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Foi descrito por McFarland e Osborne em 1954, com osteotomia do trocânter mantendo o vasto lateral aderido.
- English buscava converter forças de compressão em tração, liberando o vasto lateral do fragmento ósseo.
- O glúteo mínimo deve ficar aderido ao fragmento osteotomizado, para estabilizá-lo anteriormente durante o reparo.
- Mantém o glúteo médio e o vasto lateral em continuidade, convertendo a tração sobre o fragmento em compressão.
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Conceito-chave
O problema da osteotomia clássica
Na osteotomia trocantérica clássica, o fragmento leva junto o glúteo médio e o mínimo, que puxam o fragmento para cima, separando-o do fêmur. Essa tração favorece a pseudartrose e a migração proximal.
A solução do deslizamento
No deslizamento trocantérico (trochanteric slide), o fragmento fica preso em cima ao glúteo médio e embaixo ao vasto lateral, numa manga muscular contínua.
| Força | Direção |
|---|---|
| Glúteo médio | puxa o fragmento para cima |
| Vasto lateral | puxa o fragmento para baixo |
| Resultado | as forças se equilibram e comprimem o fragmento contra o fêmur |
A tração vira compressão, o que favorece a consolidação e evita a migração.
Histórico
| Autor | Contribuição |
|---|---|
| McFarland e Osborne (1954) | glúteo médio e vasto em continuidade, mas sem osteotomia: descolavam as inserções com cinzel |
| English (1975) | primeira descrição com osteotomia, mantendo o vasto aderido ao fragmento para converter tração em compressão |
| Fulkerson e Glassman | variantes anteriores |
Detalhes técnicos
O fragmento tem cerca de 1 cm de espessura, afilando para 0,5 cm. O glúteo mínimo deve ficar no fêmur: preso ao fragmento, tenderia a puxá-lo para a frente.
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