Sobre a osteotomia trocantérica em chevron (diedra), segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Weber encontrou pseudartrose de 1,5% na osteotomia plana convencional e de 11% na osteotomia biplanar.
- É planejada 1 a 2 cm distal à ponta do trocânter, com ramos a cerca de 60 graus do plano parassagital.
- É planejada 4 a 5 cm distal à ponta do trocânter, com ramos iguais a 30 graus do plano parassagital.
- Foi descrita por Charnley, com superfície biplanar côncava lateralmente, em telhado de chalé suíço.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Plano ou em V
A osteotomia trocantérica pode ser feita com corte plano ou em chevron (em V, também chamado diedro). A diferença muda a consolidação.
| Aspecto | Corte plano | Chevron |
|---|---|---|
| Autor | Charnley | iniciado em 1954 por Debeyre e Duliveux, na França; popularizado por cirurgiões suíços |
| Estabilidade | o fragmento pode girar e deslizar | o V trava a rotação |
| Contato | menor área | maior área de contato |
| Recolocação | menos precisa | encaixe guia a posição exata |
| Pseudartrose (Weber) | 11% | 1,5% |
Outras séries com chevron mostram consolidação de 97% a 98%.
A técnica descrita
- Corte planejado 4 a 5 cm abaixo da ponta do trocânter.
- Dois ramos, anterior e posterior, de tamanhos iguais, a cerca de 30 graus do plano parassagital.
- Superfície biplanar convexa lateralmente, lembrando o telhado de um chalé suíço.
- Alternativa: pino de Steinmann de 4 mm a 45 graus e serra de Gigli.
Por que o V consolida melhor
Duas superfícies inclinadas se encaixam como um telhado sobre a cumeeira. Forças de rotação e de cisalhamento passam a comprimir as faces do V, em vez de deslocá-las, e o fragmento tem mais osso em contato para consolidar.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo