Em relação ao acesso anterolateral de Watson-Jones, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Utiliza o intervalo entre o glúteo médio e o glúteo máximo e exige osteotomia trocantérica para expor o acetábulo.
- Sua principal vantagem é preservar integralmente os abdutores, e sua principal desvantagem, a maior taxa de luxação.
- Foi popularizado por Watson-Jones na década de 1950 e modificado posteriormente por Hardinge, Kocher e Gibson.
- Usa o intervalo entre tensor da fáscia lata e glúteo médio e luxa menos, por preservar a cápsula posterior.
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Conceito-chave
O acesso pela frente e pelo lado
O acesso anterolateral chega ao quadril pela região anterior e lateral. Na versão clássica de Watson-Jones, usa o intervalo entre o tensor da fáscia lata e o glúteo médio.
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| História | popularizado por Sir Reginald Watson-Jones na década de 1930; modificado por Charnley, Harris e Müller |
| Intervalo | tensor da fáscia lata (à frente) e glúteo médio (atrás) |
| Exposição | libera parte da porção anterior dos abdutores e abre a cápsula pela frente, sem osteotomia trocantérica |
| Vantagem | cápsula posterior e rotadores externos curtos intactos: luxação menor que no acesso posterior |
| Desvantagem | violação dos abdutores e proximidade do nervo glúteo superior: risco de fraqueza abdutora e marcha de Trendelenburg |
A troca que define cada acesso
| Acesso | O que sacrifica | Risco principal |
|---|---|---|
| Posterior | cápsula posterior e rotadores | luxação |
| Anterolateral | parte dos abdutores | fraqueza abdutora, Trendelenburg |
Variações que poupam os abdutores, como a de Bertin e Rottinger, tentam reduzir essa disfunção.
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