Segundo os autores do capítulo de acesso posterior do Callaghan, a paralisia do nervo isquiático nesse acesso:
- Tem incidência de 5% a 10% e decorre sobretudo de tração pelo afastador acetabular posterior.
- Decorre de estiramento do nervo na incisura isquiática durante a luxação em flexão, adução e rotação interna.
- Resulta de compressão entre a tuberosidade isquiática e a inserção do glúteo máximo no preparo femoral.
- É prevenida pela ressecção completa do quadrado femoral antes da luxação e do preparo do fêmur.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O nervo em risco no acesso posterior
O nervo isquiático passa logo atrás do quadril e é a estrutura nervosa em maior risco no acesso posterior. A incidência de paralisia descrita é de 0,09% a 3,7%.
O mecanismo que os autores demonstraram
Com ressonância magnética, os autores mostraram que, durante o preparo do fêmur, quando a perna fica em flexão e rotação interna forçadas para expor o canal, o nervo fica comprimido entre a tuberosidade isquiática e a inserção do glúteo máximo no fêmur. O tendão do glúteo máximo funciona como uma corda que aperta o nervo contra o osso.
Como prevenir
| Medida | Por quê |
|---|---|
| Liberar parcialmente o tendão do glúteo máximo na inserção femoral, deixando um coto para reparo | o tendão deixa de comprimir o nervo |
| Refletir para trás o envelope de cápsula e rotadores | ele fica entre o campo e o nervo, como uma almofada |
| Hohmann curvo dentro da cápsula, atrás do labrum, na exposição acetabular | não apoiar o afastador diretamente sobre o nervo |
Ao liberar o glúteo máximo, pode aparecer o primeiro ramo perfurante da femoral profunda, que precisa ser coagulado.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo