Em relação à luxação na artroplastia total do quadril pelo acesso posterior, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Sem reparo capsular posterior, a taxa chega a 10%, e o reparo da cápsula e dos rotadores a reduz para cerca de 4%.
- Sem reparo capsular posterior, a taxa chega a 4%, e o reparo da cápsula e dos rotadores pode reduzi-la a 1%.
- O risco é maior após os primeiros 6 meses, quando a cicatriz dos rotadores externos curtos perde elasticidade.
- Weeden e colaboradores relataram luxação de 3,7% em 945 artroplastias primárias com reparo posterior estendido.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Por que o acesso posterior luxa
No acesso posterior, o cirurgião solta do fêmur a cápsula posterior e os rotadores externos curtos (piriforme, gêmeos e obturador interno). São exatamente as estruturas que impedem a cabeça de sair para trás em flexão, adução e rotação interna. Por isso, historicamente, a luxação foi a grande preocupação desse acesso.
O efeito do reparo
| Situação | Luxação |
|---|---|
| Sem reparo da cápsula posterior | até cerca de 4% |
| Com reparo posterior | 1% a 2% |
| Com reparo apropriado da cápsula e dos rotadores | cerca de 1% |
| Série de Weeden (945 primárias, 6,4 anos) | 0,85% |
Por que funciona
Modelos em cadáver e em computador mostram que reconstruir as partes moles posteriores aumenta a resistência à luxação. A ressonância mostrou que os tendões reinseridos cicatrizam e formam uma cicatriz que funciona como contenção posterior.
Quando o risco é maior
Nas primeiras 6 semanas, enquanto o reparo cicatriza. Nesse período, orientam-se precauções contra flexão excessiva, adução e rotação interna, a combinação que leva a cabeça para fora pela parte posterior.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo