Sobre a história do acesso posterior do quadril, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- Langenbeck descreveu o acesso posterolateral em 1874, e Kocher o modificou em 1907, estendendo a incisão caudalmente.
- Gibson descreveu em 1950 uma variação que melhorava a exposição preservando integralmente os glúteos médio e mínimo.
- A modificação de Iyer osteotomiza parte do trocânter maior e associa-se a baixo risco de claudicação abdutora.
- Na versão de Moore, a incisão vai da espinha ilíaca ântero-superior ao trocânter e segue cerca de 20 cm pelo fêmur.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O acesso mais usado
O acesso posterior (ou posterolateral) é a via mais usada no mundo para a prótese de quadril. Ele passa por trás da articulação, divide o glúteo máximo no sentido das fibras e solta os rotadores externos curtos, sem cortar os abdutores. Essa preservação do glúteo médio e mínimo é a sua grande vantagem funcional.
Linha do tempo
| Autor | Contribuição |
|---|---|
| Langenbeck (1874) | primeiro acesso posterolateral, para ferimentos de guerra e infecções |
| Kocher (1907) | estendeu a incisão caudalmente, ao longo do fêmur; daí o nome Kocher-Langenbeck, ainda usado nas fraturas do acetábulo |
| Gibson (1950) | melhorou a exposição liberando os glúteos médio e mínimo |
| Austin Moore | popularizou a versão atual com sua prótese femoral: o acesso sulista (southern exposure); incisão da espinha ilíaca posterossuperior ao bordo posterior do trocânter maior, seguindo 10 a 13 cm pelo fêmur |
| Iyer | osteotomia parcial do trocânter maior, associada a pseudartrose do fragmento e claudicação abdutora |
Claudicação abdutora é a manqueira por fraqueza dos abdutores, que deixam a pelve cair no apoio.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo