Segundo a ordem cronológica dos materiais de interposição descrita por Callaghan, a associação correta entre cirurgião, ano e material é:
- J. M. Carnochan (1840): bloco de madeira.
- J. E. Péan (1894): delgada folha de ouro.
- Loewe (1913): fina placa de platina.
- H. Helferich (1893): bexiga suína.
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Conceito-chave
A ideia da interposição
Antes de existir prótese, quem tinha uma articulação rígida ou destruída podia ser submetido à artroplastia de interposição: o cirurgião ressecava as superfícies articulares e colocava algum material entre elas. O objetivo era duplo: impedir que os ossos voltassem a se soldar (reanquilose) e permitir movimento por uma nova interface.
O raciocínio era mecânico e biológico ao mesmo tempo. Sem nada entre os cotos, o hematoma e a reação óssea refaziam a fusão. Com uma barreira, formava-se uma neoarticulação fibrosa. O problema era achar um material que o organismo tolerasse e que não se desfizesse com o uso.
A sequência que cai em prova
| Ano | Cirurgião | Material |
|---|---|---|
| 1840 | Carnochan | bloco de madeira, entre as superfícies ressecadas de uma mandíbula |
| 1860 | Verneuil | partes moles |
| 1885 | Ollier | partes moles |
| 1893 | Helferich | retalho pediculado de músculo |
| 1894 | Péan | fina placa de platina |
| 1896 | Foedre | bexiga suína |
| 1902 | J. B. Murphy | fáscia lata |
| 1912 | R. Jones | folha de ouro |
| 1913 | Loewe | pele |
| 1919 | Baer | submucosa cromada de bexiga suína (membrana de Baer) |
Repare na lógica: materiais inertes (madeira, metais nobres) alternam com tecidos do próprio paciente ou de animais. Nenhum resolveu de forma duradoura, e essa linha de pensamento levou à artroplastia de molde de Smith-Petersen e, depois, às próteses.
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