O método de Southwick, utilizado para quantificar o grau de escorregamento na epifisiólise proximal do fêmur, calcula o ângulo de escorregamento a partir da diferença entre o ângulo medido no quadril acometido e um valor de referência (considerado normal), tanto na incidência radiográfica em AP quanto na incidência em perfil. Em relação a esses valores de referência utilizados pelo método, é correto afirmar que correspondem, respectivamente nas incidências em AP e em perfil, a
- 145° e 10°.
- 135° e 10°.
- 145° e 15°.
- 135° e 15°.
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Conceito-chave
A epifisiólise proximal do fêmur é o escorregamento da cabeça femoral (a epífise) em relação ao colo, através da placa de crescimento. Acontece tipicamente em adolescentes, muitas vezes com sobrepeso. A epífise desliza para trás e para baixo, e por isso o desvio aparece melhor no perfil.
O método de Southwick mede quanto a epífise escorregou. Traça-se uma linha unindo as bordas da base da epífise, a perpendicular a ela, e mede-se o ângulo entre essa perpendicular e o eixo da diáfise femoral. Isso é o ângulo epífise-diáfise.
Esse ângulo é comparado com um valor normal, e a diferença é o ângulo de escorregamento. Os valores de referência são:
no AP: 145°;
no perfil: 10°.
Se o outro quadril for normal, pode-se usar o próprio lado contralateral como referência, o que é ainda mais preciso.
Gravidade pelo ângulo de escorregamento no perfil: leve abaixo de 30°, moderado de 30° a 50° e grave acima de 50°.
Também é útil conhecer a classificação de Loder, que é clínica: o escorregamento é estável se o paciente consegue andar, mesmo com muletas, e instável se não consegue. O instável tem risco muito maior de necrose da cabeça femoral.
Na prova: Southwick usa como referência 145° no AP e 10° no perfil.
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