Em relação às hastes femorais não cimentadas do tipo Wagner, utilizadas na revisão da artroplastia do quadril, e às hastes modulares de revisão, é correto afirmar que
- a haste tipo Wagner é confeccionada em titânio, reta, cônica, com estrias e jateada, permitindo controle axial e rotacional; a zona de contato ósseo originalmente descrita por Wagner é de 7 cm, embora se prefira, na prática atual, uma zona de contato de 10 cm; já entre os diferentes desenhos de haste de revisão, a haste modular é a única que possui uma junção haste-corpo.
- a haste tipo Wagner é confeccionada em polietileno, sem qualquer estria em sua superfície, sendo lisa em toda a sua extensão.
- a zona de contato ósseo preferencial da haste Wagner é de apenas 3 cm, valor bem menor que o originalmente descrito.
- hastes monoblocas (não modulares) também possuem junção haste-corpo, característica que não é exclusiva das hastes modulares.
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Conceito-chave
Na revisão de uma prótese de quadril, o fêmur proximal costuma estar destruído: houve soltura, osteólise (perda de osso causada pelas partículas de desgaste) e, muitas vezes, a retirada do implante antigo levou mais osso junto. Por isso a nova haste precisa se apoiar mais abaixo, na diáfise, onde ainda existe osso bom.
A haste de Wagner foi criada exatamente para isso. Ela tem quatro características que vale decorar:
é de titânio, metal com módulo de elasticidade mais próximo do osso e ótima osteointegração;
é reta e cônica (afunila cerca de 2°). O cone, ao ser impactado no canal, trava por encaixe e dá estabilidade axial, ou seja, impede que a haste afunde;
tem estrias longitudinais (cristas ao longo do comprimento) que "mordem" a cortical e dão estabilidade rotacional, impedindo que a haste gire;
tem a superfície jateada, áspera, que favorece o crescimento ósseo sobre o metal.
Quanto de contato com o osso: Wagner descreveu originalmente uma zona de apoio diafisário de 7 cm. Na prática atual, prefere-se pelo menos 10 cm de contato para garantir a estabilidade.
Monobloco versus modular: a Wagner original é monobloco, uma peça única. Isso a torna forte, mas difícil de ajustar: se o cirurgião acerta a fixação distal, pode errar o comprimento ou a versão, e a luxação e o afundamento eram complicações conhecidas. As hastes modulares separam a parte distal (que fixa na diáfise) do corpo proximal, permitindo ajustar comprimento, offset e versão independentemente. O preço é ter uma junção haste-corpo, que é exclusiva dos modelos modulares e pode sofrer corrosão ou fraturar.
Na prova: Wagner é de titânio, reta, cônica, estriada e jateada; contato de 7 cm na descrição original e 10 cm na preferência atual; só a modular tem junção haste-corpo.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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