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Questão de Artroplastia total: componentes e fixação (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilArtroplastia total: componentes e fixaçãoOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em relação à revisão da artroplastia total do quadril com haste femoral longa cimentada, é correto afirmar que

  1. é a opção preferencial em pacientes jovens, que classicamente são tratados com haste cimentada em vez de haste não cimentada.
  2. é uma opção especialmente considerada em pacientes com mais de 70 anos, com hastes de 200 mm ou mais de comprimento, capaz de tratar deficiências corticais de até 2,5 cm abaixo do pequeno trocanter (ou até 5 cm em idosos de baixa demanda, associando-se tela para reconstrução do defeito); facilita a correção de discrepância de comprimento dos membros, pode ser utilizada em fraturas periprotéticas, e emprega preferencialmente hastes polidas em dupla cunha, com ou sem colar — sendo contraindicada diante de defeito proximal grave ou de defeito medular extenso do fêmur, cenários em que se prefere a haste não cimentada longa.
  3. está indicada justamente nos casos de defeito proximal grave ou de defeito medular extenso do fêmur, sendo essa sua principal indicação.
  4. não permite qualquer correção de discrepância de comprimento dos membros, ao contrário da haste não cimentada.
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Gabarito: B · é uma opção especialmente considerada em pacientes com mais de 70 anos, com hastes de 200 mm ou mais de comprimento, capaz de tratar deficiências corticais de até 2,5 cm abaixo do pequeno trocanter (ou até 5 cm em idosos de baixa demanda, associando-se tela para reconstrução do defeito); facilita a correção de discrepância de comprimento dos membros, pode ser utilizada em fraturas periprotéticas, e emprega preferencialmente hastes polidas em dupla cunha, com ou sem colar — sendo contraindicada diante de defeito proximal grave ou de defeito medular extenso do fêmur, cenários em que se prefere a haste não cimentada longa.

Conceito-chave

Na revisão de uma prótese de quadril, a haste antiga é trocada. Uma das opções é uma haste longa cimentada. Ela tem um perfil de paciente e limites bem definidos.

Quem se beneficia: principalmente pacientes acima de 70 anos, com baixa demanda física.

Características da técnica:

hastes de 200 mm ou mais de comprimento;

preferência por hastes polidas em dupla cunha (com ou sem colar), que funcionam bem com o cimento;

tratam defeitos da parede do osso de até 2,5 cm abaixo do trocânter menor, ou até 5 cm em idosos de baixa demanda, associando uma tela para reconstruir o defeito.

Vantagens:

dá fixação imediata;

facilita corrigir a diferença de comprimento das pernas, porque a haste pode ser cimentada na altura desejada;

pode ser usada em fraturas ao redor da prótese.

Contraindicações: defeito grave na parte de cima do fêmur ou canal medular muito danificado. O cimento precisa se prender ao osso esponjoso do canal; se não há esse osso, o cimento falha.

Nesses casos, ou em pacientes jovens, prefere-se uma haste longa sem cimento (cônica com estrias ou com revestimento poroso extenso), que se prende no osso de baixo, íntegro.

Na prova: a haste longa cimentada é para idosos acima de 70 anos, com hastes de 200 mm ou mais, polidas em dupla cunha, e é contraindicada em defeito proximal grave ou canal extensamente danificado.

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