Orto Questões

Questão de Osteotomias do quadril (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilOsteotomias do quadrilOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em relação às osteotomias pélvicas periacetabulares de redirecionamento PAO, PARO e RAO, é correto afirmar que

  1. a PARO é realizada sem visualização direta, ao contrário da PAO, que é feita sob visualização direta de todos os seus cortes.
  2. a RAO envolve necessariamente o anel pélvico, ao contrário da PAO e da PARO.
  3. a PARO apresenta menor risco de necrose da cabeça femoral do que a PAO, por preservar a coluna posterior.
  4. a PAO (técnica de Berna) preserva a coluna posterior, mas, como nem todos os cortes são feitos sob visualização direta, a mobilização do fragmento osteotomizado é mais difícil; a PARO (osteotomia periacetabular rotacional) desloca um fragmento esférico ântero-lateralmente por acesso trocantérico sob visualização direta, com maior risco de necrose da cabeça femoral — uma osteotomia trocantérica fina aumenta o risco de fratura, e uma osteotomia grossa aumenta o risco de lesão dos vasos retinaculares; já a RAO (osteotomia rotacional acetabular) não envolve o anel pélvico e sempre utiliza enxerto ósseo.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: D · a PAO (técnica de Berna) preserva a coluna posterior, mas, como nem todos os cortes são feitos sob visualização direta, a mobilização do fragmento osteotomizado é mais difícil; a PARO (osteotomia periacetabular rotacional) desloca um fragmento esférico ântero-lateralmente por acesso trocantérico sob visualização direta, com maior risco de necrose da cabeça femoral — uma osteotomia trocantérica fina aumenta o risco de fratura, e uma osteotomia grossa aumenta o risco de lesão dos vasos retinaculares; já a RAO (osteotomia rotacional acetabular) não envolve o anel pélvico e sempre utiliza enxerto ósseo.

Conceito-chave

Existem várias osteotomias periacetabulares que giram o acetábulo para cobrir melhor a cabeça na displasia. Elas diferem na técnica, nas vantagens e nos riscos:

PAO (periacetabular de Ganz, ou de Berna):

os cortes formam um poliedro ao redor do acetábulo;

preserva a coluna posterior da bacia, deixando a pelve estável e permitindo carga precoce;

a desvantagem é que nem todos os cortes são feitos sob visão direta (alguns são feitos "às cegas"), o que torna mais difícil mobilizar o fragmento.

PARO (osteotomia periacetabular rotacional):

o fragmento tem forma esférica e é deslocado para a frente e para fora;

é feita por um acesso pelo trocânter, sob visão direta;

o risco de necrose da cabeça é maior. A osteotomia do trocânter precisa ter a espessura certa: se for fina, o trocânter pode fraturar; se for grossa, pode lesar os vasos retinaculares, que nutrem a cabeça.

RAO (osteotomia rotacional do acetábulo, de Ninomiya):

um corte esférico próximo da articulação;

não envolve o anel da bacia;

sempre usa enxerto ósseo.

Todas são indicadas em displasias com o quadril bem encaixado e pouca artrose.

Na prova: a PAO preserva a coluna posterior mas tem cortes sem visão direta; a PARO usa visão direta pelo trocânter, com mais necrose; a RAO não envolve o anel pélvico e sempre usa enxerto.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo