Em relação às osteotomias pélvicas periacetabulares de redirecionamento PAO, PARO e RAO, é correto afirmar que
- a PARO é realizada sem visualização direta, ao contrário da PAO, que é feita sob visualização direta de todos os seus cortes.
- a RAO envolve necessariamente o anel pélvico, ao contrário da PAO e da PARO.
- a PARO apresenta menor risco de necrose da cabeça femoral do que a PAO, por preservar a coluna posterior.
- a PAO (técnica de Berna) preserva a coluna posterior, mas, como nem todos os cortes são feitos sob visualização direta, a mobilização do fragmento osteotomizado é mais difícil; a PARO (osteotomia periacetabular rotacional) desloca um fragmento esférico ântero-lateralmente por acesso trocantérico sob visualização direta, com maior risco de necrose da cabeça femoral — uma osteotomia trocantérica fina aumenta o risco de fratura, e uma osteotomia grossa aumenta o risco de lesão dos vasos retinaculares; já a RAO (osteotomia rotacional acetabular) não envolve o anel pélvico e sempre utiliza enxerto ósseo.
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Conceito-chave
Existem várias osteotomias periacetabulares que giram o acetábulo para cobrir melhor a cabeça na displasia. Elas diferem na técnica, nas vantagens e nos riscos:
PAO (periacetabular de Ganz, ou de Berna):
os cortes formam um poliedro ao redor do acetábulo;
preserva a coluna posterior da bacia, deixando a pelve estável e permitindo carga precoce;
a desvantagem é que nem todos os cortes são feitos sob visão direta (alguns são feitos "às cegas"), o que torna mais difícil mobilizar o fragmento.
PARO (osteotomia periacetabular rotacional):
o fragmento tem forma esférica e é deslocado para a frente e para fora;
é feita por um acesso pelo trocânter, sob visão direta;
o risco de necrose da cabeça é maior. A osteotomia do trocânter precisa ter a espessura certa: se for fina, o trocânter pode fraturar; se for grossa, pode lesar os vasos retinaculares, que nutrem a cabeça.
RAO (osteotomia rotacional do acetábulo, de Ninomiya):
um corte esférico próximo da articulação;
não envolve o anel da bacia;
sempre usa enxerto ósseo.
Todas são indicadas em displasias com o quadril bem encaixado e pouca artrose.
Na prova: a PAO preserva a coluna posterior mas tem cortes sem visão direta; a PARO usa visão direta pelo trocânter, com mais necrose; a RAO não envolve o anel pélvico e sempre usa enxerto.
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