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Questão de Artroplastia total: componentes e fixação (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilArtroplastia total: componentes e fixaçãoOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em relação aos marcadores séricos utilizados na investigação diagnóstica da infecção periprotética do quadril, é correto afirmar que

  1. VHS e PCR são exames de primeira linha na investigação, e um resultado negativo não exclui a possibilidade de infecção; os valores de corte classicamente utilizados são VHS de 30 e PCR de 10 para infecções crônicas (PCR de 100 para infecções agudas), além de um corte de D-dímero em torno de 850.
  2. um resultado negativo de VHS e PCR exclui com segurança o diagnóstico de infecção periprotética, dispensando investigação adicional.
  3. o valor de corte de PCR é o mesmo (10) tanto para infecções agudas quanto crônicas, não havendo distinção conforme a cronologia do quadro.
  4. o D-dímero não tem papel descrito na investigação diagnóstica da infecção periprotética, sendo utilizado apenas em contextos de tromboembolismo.
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Gabarito: A · VHS e PCR são exames de primeira linha na investigação, e um resultado negativo não exclui a possibilidade de infecção; os valores de corte classicamente utilizados são VHS de 30 e PCR de 10 para infecções crônicas (PCR de 100 para infecções agudas), além de um corte de D-dímero em torno de 850.

Conceito-chave

Quando se suspeita de infecção de uma prótese de quadril, os primeiros exames pedidos são exames de sangue que medem inflamação. Eles são baratos e sensíveis, por isso são de primeira linha.

Os marcadores e seus valores de corte:

VHS (velocidade de hemossedimentação): na infecção crônica, o corte é de 30 mm/h. Nas primeiras semanas depois da cirurgia, ela é pouco útil, porque fica alta pela própria cirurgia;

PCR (proteína C reativa): na infecção crônica, o corte é 10 mg/L; na infecção aguda (nas primeiras semanas depois da cirurgia), o corte é bem maior, 100 mg/L, porque a inflamação normal da cirurgia já eleva a PCR;

D-dímero: um marcador de coagulação que também se eleva na infecção, com corte em torno de 850 ng/mL. Foi incluído nos critérios mais recentes (de 2018).

Um ponto essencial: exames normais não excluem a infecção. Infecções por germes pouco agressivos (como o Cutibacterium e os estafilococos coagulase-negativos) podem ter VHS e PCR normais.

Se a suspeita continuar, o próximo passo é a punção da articulação, analisando o líquido: a contagem de glóbulos brancos, a porcentagem de neutrófilos, a esterase leucocitária, a alfa-defensina e a cultura. Na infecção crônica, por exemplo, glóbulos brancos acima de cerca de 3.000 por microlitro e neutrófilos acima de 80% sugerem infecção.

Na prova: VHS 30 e PCR 10 na infecção crônica, PCR 100 na aguda e D-dímero em torno de 850; exames negativos não excluem infecção.

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