Em relação à classificação das fraturas por estresse do colo femoral em tipos A, B e C, é correto afirmar que
- o tipo A (tração) é tratado cirurgicamente; o tipo B (compressão) é estável e pode ser tratado de forma conservadora quando o traço de fratura ocupa menos de 50% do comprimento do colo; e o tipo C (desviada) também tem indicação cirúrgica.
- o tipo B (compressão) tem sempre indicação cirúrgica, independentemente do tamanho do traço de fratura.
- o tipo A (tração) é o único tipo passível de tratamento conservador, ao contrário do tipo B.
- o tipo C (desviada) é tratado de forma conservadora, reservando-se a cirurgia apenas para os tipos A e B.
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Conceito-chave
As fraturas por estresse do colo do fêmur podem ser classificadas em três tipos, cada um com a sua conduta:
Tipo A, tração (tensão): a fratura fica na parede de cima e de fora do colo. Essa região é puxada a cada passo, e o traço tende a abrir e progredir. É instável, e o tratamento é cirúrgico, com fixação.
Tipo B, compressão: a fratura fica na parede de baixo e de dentro. Essa região é comprimida, e o traço tende a se fechar e consolidar com repouso. É estável. Pode ser tratada sem cirurgia quando o traço ocupa menos de 50% do colo; acima disso, ou se piorar, opera-se.
Tipo C, desviada: a fratura já está completa e com os fragmentos fora do lugar. Exige redução e fixação urgentes.
Por que a fratura desviada é tão grave? Porque o desvio rompe os vasos que nutrem a cabeça, e as complicações são altas: necrose avascular da cabeça, falta de consolidação e consolidação em posição errada. Em atletas jovens, é considerada uma urgência ortopédica.
Na prova: o tipo A (tração) é cirúrgico, o tipo B (compressão) pode ser conservador quando o traço é menor que 50%, e o tipo C (desviado) é cirúrgico.
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