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Questão de Artroplastia total: componentes e fixação (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilArtroplastia total: componentes e fixaçãoOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Após a conversão de uma artrodese do quadril em artroplastia total, é comum a fraqueza da musculatura abdutora, já adaptada à ausência de movimento prévia. Entre as opções descritas para lidar com essa fraqueza, estão

  1. a tenodese da banda iliotibial ou a transferência do tensor da fáscia lata para o grande trocanter, o uso de órtese por cerca de 6 semanas, e a opção por um componente constrito ou de dupla mobilidade para reduzir o risco de instabilidade.
  2. a artrodese imediata do joelho ipsilateral, como forma de compensar a fraqueza abdutora.
  3. a contraindicação absoluta ao uso de componentes de dupla mobilidade nesses pacientes, pelo risco de luxação intraprotética.
  4. a dispensa do uso de órteses no pós-operatório, já que a musculatura abdutora se recupera espontaneamente em poucos dias.
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Gabarito: A · a tenodese da banda iliotibial ou a transferência do tensor da fáscia lata para o grande trocanter, o uso de órtese por cerca de 6 semanas, e a opção por um componente constrito ou de dupla mobilidade para reduzir o risco de instabilidade.

Conceito-chave

A artrodese do quadril (fusão da articulação) às vezes precisa ser convertida em prótese, anos depois, quando a coluna, o joelho ou o outro quadril começam a doer pela sobrecarga.

O grande problema dessa conversão é a fraqueza dos abdutores. Depois de muitos anos com o quadril parado, os músculos glúteo médio e mínimo ficam atrofiados: deixaram de trabalhar porque a articulação não se movia. Quando o quadril volta a ter movimento com a prótese, esses músculos fracos não conseguem manter a bacia nivelada. O resultado é claudicação (mancar) e instabilidade, com mais risco de a prótese luxar.

Por isso, antes de converter, é importante verificar se o glúteo médio ainda funciona (com eletroneuromiografia ou ressonância).

As estratégias para lidar com a fraqueza:

reforço dinâmico: fazer uma tenodese da banda iliotibial ou transferir o tensor da fáscia lata para o trocânter maior, para ajudar na função de abdução;

proteção: usar uma órtese que mantém a coxa afastada por cerca de 6 semanas;

implante mais estável: escolher uma prótese de dupla mobilidade ou um componente constrito, que reduzem o risco de luxação;

reabilitação prolongada, com fortalecimento e uso de bengala por meses, porque os abdutores levam muito tempo para se readaptar.

Na prova: a fraqueza dos abdutores após a conversão pode ser tratada com tenodese da banda iliotibial ou transferência do tensor, órtese por cerca de 6 semanas e componente de dupla mobilidade ou constrito.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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