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Questão de Osteotomias do quadril (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilOsteotomias do quadrilOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em relação à sequência clássica de cortes ósseos da osteotomia periacetabular (técnica de Ganz), é correto afirmar que

  1. o corte retroacetabular (posterior) é realizado de forma completa logo no início do procedimento, antes dos demais cortes.
  2. a sequência inclui uma osteotomia parcial do ísquio, seguida pelo ramo púbico superior, pela região supra-acetabular e, por fim, pela região retroacetabular — mantida incompleta, a cerca de 1 cm da incisura isquiática, para preservar a continuidade da coluna posterior até a etapa final de reorientação.
  3. a coluna posterior é sempre osteotomizada de forma completa e independente das demais osteotomias, sem relação com a incisura isquiática.
  4. todas as osteotomias são realizadas com o quadril em extensão completa, para proteger o nervo isquiático.
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Gabarito: B · a sequência inclui uma osteotomia parcial do ísquio, seguida pelo ramo púbico superior, pela região supra-acetabular e, por fim, pela região retroacetabular — mantida incompleta, a cerca de 1 cm da incisura isquiática, para preservar a continuidade da coluna posterior até a etapa final de reorientação.

Conceito-chave

A osteotomia periacetabular de Ganz reposiciona o acetábulo para cobrir melhor a cabeça do fêmur na displasia. O cirurgião faz cortes ao redor do acetábulo para soltá-lo da bacia e girá-lo. A ordem dos cortes é importante:

  1. Ísquio, de forma parcial, logo abaixo do acetábulo. É feito com o quadril dobrado (cerca de 40° a 45°), para relaxar o nervo ciático, que passa perto;
  2. Ramo superior do púbis, um pouco para dentro da eminência iliopectínea;
  3. Supra-acetabular: no osso ilíaco, acima do acetábulo, partindo da região da espinha ilíaca anterossuperior em direção à incisura isquiática;
  4. Retroacetabular: desce por trás do acetábulo, paralelo à borda de trás, mas fica incompleto, parando a cerca de 1 cm da incisura isquiática;
  5. por fim, uma fratura controlada une os cortes, e o fragmento é girado com um pino.

Por que deixar o corte de trás incompleto? Para preservar a continuidade da coluna posterior até o último momento. A coluna posterior, a parte de trás da bacia, continua inteira.

As vantagens da técnica:

a coluna posterior preservada deixa a bacia estável, permitindo apoio precoce;

a circulação do fragmento é mantida;

o diâmetro da bacia não muda, o que permite parto normal;

tudo é feito por um único acesso, pela frente.

Riscos: lesão do ciático (no corte do ísquio), fratura que entra na articulação, falta de consolidação do púbis e correção excessiva, que pode causar impacto.

Na prova: a sequência inclui o ísquio parcial, o ramo do púbis, o supra-acetabular e o retroacetabular incompleto, a cerca de 1 cm da incisura.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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