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Questão de Artroscopia do quadril e lesão labral (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilArtroscopia do quadril e lesão labralOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em relação às complicações da artroscopia do quadril, é correto afirmar que

  1. a complicação mais frequentemente descrita é a neuropraxia do nervo cutâneo femoral lateral, relacionada à realização dos portais, além de neuropraxias transitórias de outros nervos e trauma condrolabral iatrogênico.
  2. a complicação mais frequente é a lesão permanente e irreversível do nervo isquiático.
  3. o trauma condrolabral iatrogênico não é uma complicação reconhecida da artroscopia do quadril.
  4. as neuropraxias relacionadas aos portais são, em sua maioria, permanentes e sem recuperação.
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Gabarito: A · a complicação mais frequentemente descrita é a neuropraxia do nervo cutâneo femoral lateral, relacionada à realização dos portais, além de neuropraxias transitórias de outros nervos e trauma condrolabral iatrogênico.

Conceito-chave

A artroscopia do quadril é uma cirurgia pouco invasiva, mas tem complicações próprias. A mais frequentemente descrita é a neuropraxia do nervo cutâneo femoral lateral: uma lesão leve desse nervo de sensibilidade, causada pela confecção do portal anterior, perto do qual ele passa. Causa dormência ou queimação na frente e do lado da coxa e geralmente é transitória.

Outras complicações:

neuropraxias pela tração: do nervo pudendo (comprimido pelo apoio na virilha), do ciático e do femoral. Também costumam ser transitórias;

lesão condrolabral iatrogênica: os instrumentos podem machucar a cartilagem e o lábio ao entrar na articulação, principalmente quando a distração (o afastamento da cabeça) é insuficiente;

lesões de pele no períneo e no pé, pela tração;

vazamento de líquido para dentro do abdome, raro e grave;

instabilidade e até luxação, se a cápsula for muito aberta e não reparada, sobretudo em quadris com displasia;

fratura do colo ou necrose da cabeça, quando se retira osso demais ou se lesam os vasos;

ossificação heterotópica e trombose, incomuns.

Prevenção: limitar o tempo de tração (idealmente menos de 2 horas), usar um apoio bem acolchoado, cortar só a pele no portal anterior e afastar o tecido com instrumento de ponta romba, e fazer as punções guiadas por radioscopia.

Na prova: a complicação mais frequente da artroscopia do quadril é a neuropraxia do nervo cutâneo femoral lateral, ligada aos portais.

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