São causas diretas de instabilidade do quadril em crianças com comprometimento neuromuscular, como na paralisia cerebral, EXCETO:
- Contratura em flexão e adução, com desbalanço muscular.
- Anteversão acetabular aumentada.
- Obliquidade pélvica.
- Coxa vara acentuada.
- Coxa valga.
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Conceito-chave
Na paralisia cerebral e em outras doenças neuromusculares, o quadril da criança é normal ao nascer. A instabilidade é adquirida com o crescimento, por causa do desequilíbrio muscular. É mais frequente nas crianças que não andam.
As causas da migração do quadril (a cabeça vai saindo do acetábulo):
contratura em flexão e adução, com desbalanço muscular: os adutores e o iliopsoas, espásticos e fortes, vencem os abdutores e extensores, que são mais fracos. A coxa fica fechada e dobrada, empurrando a cabeça para fora;
coxa valga: o colo do fêmur fica mais "em pé", porque falta a carga do apoio e a tração dos abdutores. Um colo vertical favorece a subluxação;
anteversão femoral aumentada: o colo continua virado para a frente, como no bebê;
anteversão acetabular aumentada e deficiência do acetábulo na parte de trás e de cima: a cabeça migra para trás e para cima;
obliquidade da bacia: o lado mais alto da bacia fica descoberto.
Vigilância: o índice de migração de Reimers mede quanto da cabeça está fora do acetábulo na radiografia. Valores acima de cerca de 30% a 40% indicam risco, e as crianças são acompanhadas com radiografias periódicas.
Tratamento: soltar os adutores e o iliopsoas; osteotomia do fêmur que diminui o ângulo do colo e corrige a rotação; e, se necessário, osteotomias do acetábulo.
A coxa vara (colo mais horizontal) não é causa de instabilidade nessas crianças: o que se vê é o oposto, a coxa valga.
Na prova: a exceção é a coxa vara acentuada; o fator associado à instabilidade é a coxa valga.
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