Em relação à fratura do quadril em pacientes com doença de Parkinson, é correto afirmar que
- esses pacientes têm menor risco de demência em comparação à população geral da mesma idade.
- a pneumonia é a complicação mais frequente no pós-operatório, e recomenda-se o uso de haste cimentada e atenção especial à estabilidade — com cabeças femorais maiores ou componentes constritos —, além da liberação de contraturas em adução, apesar do prognóstico funcional reservado dado pela evolução da doença de base.
- a artrose do quadril nesses pacientes decorre predominantemente de um processo autoimune, e não de um processo degenerativo pós-fratura.
- o uso de haste não cimentada é preferível nesses pacientes, pela menor demanda funcional esperada.
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Conceito-chave
Os pacientes com doença de Parkinson caem com frequência, por causa da rigidez, do tremor e da dificuldade para andar. Por isso, a fratura do quadril é comum nesse grupo, e o tratamento tem particularidades.
Características dos pacientes:
o risco de demência é cerca de três vezes maior que o da população da mesma idade;
a complicação pós-operatória mais frequente é a pneumonia, porque esses pacientes têm dificuldade para engolir e aspiram alimentos e saliva para o pulmão. Seguem-se a infecção urinária e a confusão mental (delirium).
Recomendações técnicas:
usar haste cimentada, que dá estabilidade imediata num osso geralmente osteoporótico;
dar atenção especial à estabilidade da prótese, porque esses pacientes luxam mais: usar cabeças maiores, próteses de dupla mobilidade ou componentes constritos;
liberar contraturas em adução (dos músculos que fecham a coxa), comuns na doença.
Cuidados clínicos: manter os remédios do Parkinson (como a levodopa) nos horários certos, sem interromper durante o jejum, começar a fisioterapia cedo e prevenir a aspiração.
Prognóstico: a cirurgia alivia a dor, mas a função depois da cirurgia acompanha a evolução da doença neurológica, que é progressiva. Por isso, o prognóstico funcional é reservado.
A artrose do quadril nesses pacientes é degenerativa, e não autoimune.
Na prova: na fratura do quadril com Parkinson, a pneumonia é a complicação mais comum, e recomenda-se haste cimentada, atenção à estabilidade e liberação das contraturas em adução.
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