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Questão de Anatomia do quadril (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilAnatomia do quadrilOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em relação às características anatômicas do quadril na síndrome de Down, é correto afirmar que

  1. o acetábulo tende a ser mais raso, menos anteversado e com teto mais oblíquo, favorecendo a instabilidade por deficiência óssea.
  2. o acetábulo tende a ser mais profundo, com teto mais horizontal e mais anteversado — características que, isoladamente, favoreceriam a estabilidade, não fosse a frouxidão ligamentar associada à síndrome.
  3. a instabilidade do quadril na síndrome de Down decorre exclusivamente de deficiência óssea acetabular, sem participação da frouxidão ligamentar.
  4. a síndrome de Down não está associada a maior risco de instabilidade do quadril em comparação à população geral.
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Gabarito: B · o acetábulo tende a ser mais profundo, com teto mais horizontal e mais anteversado — características que, isoladamente, favoreceriam a estabilidade, não fosse a frouxidão ligamentar associada à síndrome.

Conceito-chave

Na síndrome de Down, o quadril tem uma combinação curiosa: a anatomia do osso é favorável, mas os ligamentos são frouxos.

O osso: o acetábulo tende a ser:

mais profundo;

com o teto mais horizontal;

mais anteversado (virado para a frente).

Essas características, sozinhas, dariam mais estabilidade ao quadril, cobrindo bem a cabeça do fêmur.

Os ligamentos: as pessoas com síndrome de Down têm uma frouxidão ligamentar generalizada. É essa frouxidão que predomina e causa instabilidade: o quadril pode subluxar e luxar, apesar do osso favorável.

A evolução típica:

no bebê, o quadril costuma ser normal;

entre 2 e 10 anos, aparece a luxação habitual: o quadril sai e volta do lugar, geralmente sem dor;

na adolescência, pode ficar subluxado de forma fixa, com displasia secundária e dor;

no adulto, aparecem artrose e mais casos de escorregamento da cabeça femoral e necrose.

Tratamento: na luxação habitual sem dor, apenas observação. Na instabilidade que piora, osteotomias do fêmur e do acetábulo (com cuidado com a versão) e o reforço da cápsula. As recidivas são frequentes, por causa da frouxidão.

Na prova: na síndrome de Down, o acetábulo é profundo, horizontal e anteversado, e a instabilidade vem da frouxidão ligamentar.

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