Na avaliação radiográfica seriada de uma haste femoral não cimentada com suspeita de soltura, são achados sugestivos
- hipertrofia do calcar e ausência de spot welds na ponta da haste.
- subsidência (migração progressiva) e fratura do manto de porosidade ou da própria haste.
- linhas radiodensas espessas ao redor de toda a extensão da haste.
- presença de um pedestal ósseo bem definido na ponta da haste.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Uma haste sem cimento fica presa ao fêmur porque o osso cresce sobre sua superfície porosa. Na radiografia, é possível ver se essa fixação aconteceu ou se a haste está solta.
Sinais de fixação estável:
ausência de linhas escuras ao redor da superfície porosa;
pequenas pontes de osso entre a parede do canal e a haste (os "spot welds");
perda de osso na parte de cima por desvio de carga (sinal de que a carga está passando pela haste).
Sinais de soltura: podem ser diretos (mostram que o implante está falhando) ou indiretos (reações do osso que sugerem soltura).
Sinais diretos, os mais confiáveis:
subsidência: a haste afunda progressivamente dentro do fêmur, o que se vê comparando radiografias feitas em épocas diferentes;
fratura do revestimento poroso (pequenas esferas da superfície se soltam e aparecem soltas na radiografia) ou fratura da própria haste.
Sinais indiretos:
linhas escuras largas e que aumentam com o tempo;
um "pedestal" de osso na ponta da haste;
espessamento do calcar.
Esses sinais indiretos sugerem, mas não confirmam a soltura.
Na investigação, é fundamental comparar radiografias seriadas e sempre excluir infecção (exames de sangue e punção da articulação).
Na prova: na haste sem cimento, a subsidência progressiva e a fratura do revestimento poroso ou da haste sugerem soltura.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo