Em relação à aplicação do clamp pélvico em C para estabilização provisória de fraturas instáveis do anel pélvico, é correto afirmar que
- o ponto de aplicação inicialmente descrito era na fossa ilíaca externa, tendo evoluído para pontos mais posteriores e seguros, próximos à crista do glúteo.
- deve ser aplicado sempre sobre a espinha ilíaca ântero-superior, ponto mais seguro e reprodutível.
- não há relação entre o ponto de aplicação do clamp e o risco de lesão vascular.
- o clamp em C é indicado preferencialmente para fraturas do anel pélvico anterior, sem componente posterior.
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Conceito-chave
O clamp pélvico em C é um dispositivo usado na emergência em pacientes com fratura instável do anel da bacia e sangramento grave, com a pressão caindo. Sua função é comprimir a parte de trás do anel (a região da articulação sacroilíaca e do sacro), fechando a bacia. Isso reduz o volume onde o sangue se acumula e ajuda a estabilizar o coágulo, enquanto o paciente é estabilizado.
Onde o clamp é aplicado: ele tem dois pinos que se apoiam um de cada lado da bacia. O ponto de aplicação evoluiu:
na descrição original (de Ganz), o ponto era na fossa ilíaca externa, a face de fora da asa do ilíaco. O problema é que ali o osso é mais fino, e o pino podia atravessar para dentro da pelve ou atingir a incisura isquiática;
com o tempo, a técnica migrou para pontos mais posteriores, perto da crista glútea, na projeção da articulação sacroilíaca, onde o osso é mais espesso e o apoio é mais seguro.
O cirurgião deve evitar a incisura isquiática (por onde passam os vasos glúteos superiores e o nervo ciático) e não usar o clamp quando o ilíaco está fragmentado, pelo risco de o pino entrar na pelve.
Indicação: lesões instáveis da parte de trás do anel. A espinha ilíaca anterossuperior é usada para o fixador externo anterior, e não para o clamp em C.
Outras opções na emergência: a cinta pélvica colocada na altura dos trocânteres, o fixador externo anterior, o tamponamento por cirurgia e a embolização dos vasos que sangram.
Na prova: o ponto de aplicação do clamp em C evoluiu da fossa ilíaca externa para pontos mais posteriores, perto da crista glútea.
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