Em relação aos critérios maiores propostos pela força-tarefa da Sociedade Americana de Massa e Metabolismo Ósseo (ASBMR) para a definição de fratura atípica do fêmur, associada ao uso prolongado de bisfosfonatos, é correto afirmar que incluem
- trauma de alta energia, cominuição importante e traço espiral, localizado exclusivamente na região subtrocantérica.
- trauma mínimo ou ausente, ausência de cominuição, traço oblíquo ou transverso, podendo ser uma fratura completa com espícula medial ou uma fratura incompleta apenas da cortical lateral, localizada em qualquer ponto do fêmur entre o pequeno trocanter e a região supracondilar.
- fratura exclusivamente do colo femoral, com traço vertical e alto risco de necrose avascular.
- presença obrigatória de dor prodrômica bilateral por mais de um ano antes da fratura, como critério maior isolado.
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Conceito-chave
A fratura atípica do fêmur é um tipo especial de fratura associada principalmente ao uso prolongado de bisfosfonatos, remédios usados para tratar a osteoporose. Com o uso muito prolongado, eles podem deixar o osso mais "duro", mas com menos capacidade de reparar microfissuras.
A ASBMR (sociedade americana de estudo do osso) definiu critérios para essa fratura.
Localização: em qualquer ponto do fêmur entre o trocânter menor e a região logo acima do joelho (supracondilar). O colo do fêmur não entra na definição.
Critérios maiores (são necessários 4 dos 5):
trauma mínimo ou ausente, como uma queda da própria altura ou nenhuma queda;
o traço da fratura nasce na parede de fora (cortical lateral) do fêmur e é transverso, podendo ficar oblíquo ao atravessar para o lado de dentro;
a fratura pode ser completa, com uma espícula (uma ponta) do lado de dentro, ou incompleta, só na parede de fora;
sem fragmentação (cominuição) ou com fragmentação mínima;
um espessamento localizado da parede de fora no local da fratura (o "bico").
Critérios menores: espessamento generalizado da parede do osso, dor na coxa semanas ou meses antes da fratura, acometimento dos dois lados e demora para consolidar.
Conduta: suspender o bisfosfonato, examinar o outro fêmur e fixar a fratura completa com haste intramedular. Uma fratura incompleta dolorosa pode receber haste de forma preventiva.
Na prova: a fratura atípica tem trauma mínimo, sem cominuição, traço transverso ou oblíquo, completa com espícula medial ou incompleta lateral, entre o trocânter menor e a região supracondilar.
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