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Questão de Artroplastia total: componentes e fixação (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilArtroplastia total: componentes e fixaçãoOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na artroplastia total do quadril de revisão com perda óssea acetabular significativa, uma das opções técnicas descritas é o posicionamento do componente acetabular em posição mais alta que o centro de rotação anatômico original — o chamado "high hip center". Em relação a essa técnica, é correto afirmar que

  1. é definida por um deslocamento de até 2 cm acima do centro de rotação original, correspondendo, segundo Callaghan, a cerca de 35 mm acima da linha bilacrimal — e está associada a maiores taxas de insucesso.
  2. reduz o risco de instabilidade, por aumentar a tensão dos músculos abdutores.
  3. não tem relação com o risco de impacto entre o componente femoral e a borda acetabular.
  4. é a técnica de escolha preferencial quando há estoque ósseo acetabular adequado para reconstrução no centro anatômico.
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Gabarito: A · é definida por um deslocamento de até 2 cm acima do centro de rotação original, correspondendo, segundo Callaghan, a cerca de 35 mm acima da linha bilacrimal — e está associada a maiores taxas de insucesso.

Conceito-chave

Em algumas revisões de artroplastia do quadril, o acetábulo perdeu tanto osso que não dá para colocar a taça no lugar original. Uma das opções é o high hip center (centro do quadril alto): colocar a taça mais acima do centro de rotação original, onde ainda há osso de boa qualidade.

Definição: o centro de rotação fica deslocado até cerca de 2 cm acima do centro original. Segundo Callaghan, isso corresponde a cerca de 35 mm acima da linha bilacrimal (a linha que liga as duas gotas de lágrima da bacia).

O problema é que esse centro alto muda a mecânica do quadril, e por isso se associa a mais falhas:

os abdutores ficam encurtados e frouxos, perdendo força, e o paciente manca;

o fêmur e o trocânter ficam mais perto da bacia e podem bater nela ao se mover, funcionando como alavanca para a luxação. Ou seja, aumenta a instabilidade e o impacto;

se o centro alto vier junto com um centro lateralizado, a carga sobre a prótese aumenta e ela tende a se soltar;

o membro fica mais curto, o que às vezes se compensa com um colo mais longo.

Por isso, quando há osso suficiente, o objetivo é reconstruir no centro anatômico. As alternativas incluem taças muito grandes (jumbo), peças de aumento de metal trabecular, enxertos de osso, anéis ou gaiolas de reforço e componentes feitos sob medida para as perdas extremas.

Na prova: o high hip center é o deslocamento de até 2 cm acima do centro original (cerca de 35 mm acima da linha bilacrimal), com mais insucesso.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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