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Questão de Artroplastia total: componentes e fixação (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilArtroplastia total: componentes e fixaçãoOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em relação à evolução das técnicas de cimentação femoral na artroplastia do quadril, a técnica de terceira geração é caracterizada por

  1. cimentação à mão, sem restritor do canal medular.
  2. uso de pistola de cimentação, restritor distal do canal, cimentação retrógrada e lavagem pulsátil.
  3. mistura do cimento a vácuo e uso de centralizador distal da haste.
  4. uso de centralizador proximal da haste, além dos recursos das gerações anteriores.
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Gabarito: C · mistura do cimento a vácuo e uso de centralizador distal da haste.

Conceito-chave

Nas próteses de quadril com haste cimentada, a qualidade da cimentação é decisiva para a prótese durar. As técnicas evoluíram ao longo de quatro gerações, cada uma acrescentando recursos à anterior:

Primeira geração: o cimento era colocado à mão (com os dedos), sem tampar o canal embaixo e sem lavar bem o osso. O manto de cimento ficava irregular.

Segunda geração: acrescentou um restritor (um tampão colocado no canal abaixo da ponta da haste, para o cimento não escapar), a pistola de cimento, o preenchimento de baixo para cima (retrógrado) e a lavagem pulsátil do canal.

Terceira geração: somou à segunda a mistura do cimento a vácuo (ou por centrifugação), que tira as bolhas de ar e reduz a porosidade, deixando o cimento mais resistente. E o centralizador distal: uma pequena peça na ponta da haste que a mantém no centro do canal, garantindo um manto uniforme embaixo.

Quarta geração: acrescentou o centralizador proximal e a pressurização na parte de cima.

Os objetivos da técnica moderna: um manto de cimento contínuo, de 2 a 3 mm, sem falhas (principalmente nas regiões mais solicitadas e na ponta); boa penetração do cimento no osso esponjoso; e a haste centralizada e em posição neutra.

Lembre também da síndrome da implantação do cimento: queda da pressão, da oxigenação e arritmias durante a pressurização do cimento, mais grave em idosos com fratura e doença do coração ou do pulmão.

Na prova: a terceira geração da cimentação é caracterizada pela mistura a vácuo e pelo centralizador distal.

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