Em relação à mobilidade espinopélvica e seu efeito sobre a orientação acetabular funcional, é correto afirmar que
- a posição sentada aumenta o tilt pélvico anterior, reduzindo a cobertura acetabular posterior.
- a posição sentada aumenta o tilt pélvico posterior, aumentando a cobertura acetabular posterior.
- a posição em pé (ortostática) aumenta o tilt pélvico posterior em relação à posição sentada.
- a mobilidade espinopélvica não influencia a orientação funcional do acetábulo durante a artroplastia total do quadril.
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Conceito-chave
A bacia não fica parada quando mudamos de posição. Ela gira junto com a coluna lombar, e isso muda a orientação do acetábulo em relação ao fêmur. É a chamada mobilidade espinopélvica.
Em pé: a bacia fica inclinada para a frente (tilt anterior relativo). O acetábulo fica um pouco menos "aberto" para a frente.
Sentado: a coluna lombar se dobra e a bacia gira para trás (tilt posterior). O ângulo do sacro em relação ao chão (o sacral slope) diminui. Com isso, o acetábulo fica mais virado para a frente (mais anteversão funcional) e passa a cobrir mais a parte de trás da cabeça do fêmur.
Por que isso é bom? Ao sentar, o quadril dobra muito, e a cabeça tende a escapar por trás. A bacia girando para trás "abre" o acetábulo e aumenta a cobertura de trás, protegendo contra o impacto da frente e contra a luxação posterior. Normalmente, o sacro muda cerca de 20° a 30° entre em pé e sentado.
O problema da coluna rígida: quando a coluna lombar está fundida (artrodese), ou rígida por doença, a bacia mexe pouco (menos de 10°). Ao sentar, sem essa compensação, a taça da prótese fica funcionalmente virada para trás, e o risco de luxação posterior aumenta. Nesses pacientes, o cirurgião faz radiografias em pé e sentado e ajusta o planejamento: mais anteversão, cabeças maiores ou próteses de dupla mobilidade.
Já a bacia muito móvel (mais de 30° de variação) aumenta o risco de luxação anterior em pé.
Na prova: sentado, a bacia gira para trás (tilt posterior) e aumenta a cobertura posterior do acetábulo.
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