São fatores de risco reconhecidos para luxação após artroplastia total do quadril, EXCETO:
- Sexo feminino.
- Cirurgias prévias no quadril.
- Osteonecrose da cabeça femoral como diagnóstico de base.
- Osteoartrose primária como diagnóstico de base, em paciente jovem e sem cirurgia prévia.
- Fratura prévia do quadril e artrite inflamatória.
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Conceito-chave
A luxação é uma das complicações mais temidas da artroplastia do quadril. Conhecer os fatores de risco ajuda a prevenir. Eles se dividem em grupos:
Do paciente: sexo feminino, idade avançada, doenças neuromusculares, alcoolismo, demência, obesidade e coluna rígida.
Do diagnóstico que levou à cirurgia: osteonecrose, fratura do colo do fêmur, artrite inflamatória e displasia.
Da história do quadril: cirurgias prévias e revisões, que alteram as partes moles e a anatomia.
Da técnica: via posterior sem reparo da cápsula, componentes mal posicionados, cabeça pequena e offset reduzido.
Por que a osteonecrose e a fratura luxam mais? Porque, até a doença aparecer, esses quadris tinham movimento normal. As partes moles estão frouxas, sem a retração que estabiliza a prótese.
O perfil de menor risco é o oposto: o paciente jovem com artrose primária e sem cirurgia prévia. Na artrose, a cápsula e os tecidos ao redor ficam retraídos e fibrosados ao longo dos anos de doença, e essa rigidez acaba ajudando a manter a prótese estável. Por isso, essa é a alternativa que não é fator de risco.
Prevenção: reparar a cápsula e os rotadores na via posterior, usar cabeças maiores (32 a 36 mm), usar próteses de dupla mobilidade nos pacientes de alto risco e planejar levando em conta o movimento da coluna e da bacia.
Na prova: a exceção é a artrose primária no paciente jovem sem cirurgia prévia, que é um perfil de baixo risco de luxação.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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