Em relação às alterações do centro de rotação do quadril na artroplastia total, a medialização excessiva do centro de rotação está mais associada a
- bursite trocantérica e contratura dos músculos abdutores.
- limitação da rotação do quadril e dor na região trocantérica.
- fraqueza dos abdutores, claudicação e maior risco de instabilidade.
- aumento do braço de alavanca abdutor e menor incidência de luxação.
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Conceito-chave
Na artroplastia do quadril, a posição do centro de rotação (o centro da cabeça dentro da taça) e o offset (a distância lateral entre o centro da cabeça e o eixo do fêmur) definem a tensão das partes moles e a eficiência dos músculos. O objetivo é reproduzir a anatomia normal do paciente.
Medialização excessiva (centro de rotação muito para dentro, ou perda de offset):
o braço de alavanca dos abdutores encurta: os músculos que mantêm a bacia nivelada perdem eficiência. Resultado: fraqueza e claudicação (o paciente manca);
as partes moles ficam frouxas. A tensão das partes moles é o principal estabilizador da prótese, e sem ela a cabeça luxa mais facilmente;
o fêmur fica mais perto da bacia e o trocânter pode bater na pelve ao girar, funcionando como alavanca para tirar a cabeça do lugar.
Por isso, a medialização excessiva aumenta o risco de instabilidade e luxação.
Lateralização excessiva (offset aumentado demais):
as partes moles do lado de fora ficam tensas demais, causando bursite do trocânter, dor do lado de fora do quadril e contratura dos abdutores.
Centro de rotação alto: abdutores frouxos, membro mais curto, mais luxação e desgaste.
Na prova: a medialização excessiva do centro de rotação se associa a fraqueza dos abdutores, claudicação e maior risco de instabilidade.
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