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Questão de Artroplastia total: componentes e fixação (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilArtroplastia total: componentes e fixaçãoOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Em pacientes jovens submetidos a artroplastia total do quadril, o principal modo de falha a longo prazo é a soltura asséptica, associada a fatores como

  1. uso de hastes não cimentadas de última geração e polietileno altamente reticulado (highly cross-linked).
  2. uso de haste cimentada, polietileno de gerações mais antigas e artrite reumatoide juvenil.
  3. predomínio de infecção periprotética tardia, mais comum nessa faixa etária do que a soltura mecânica.
  4. menor demanda funcional desses pacientes em comparação a pacientes idosos.
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Gabarito: B · uso de haste cimentada, polietileno de gerações mais antigas e artrite reumatoide juvenil.

Conceito-chave

A artroplastia total do quadril em pacientes jovens dura menos que nos idosos, porque os jovens vivem mais anos com a prótese e são mais ativos. O principal motivo de falha a longo prazo é a soltura asséptica: a prótese se solta do osso sem infecção, geralmente por desgaste, perda de osso ao redor (osteólise) e carga alta e repetida.

Fatores associados à soltura nos jovens, principalmente nas séries mais antigas:

haste cimentada, sobretudo com as técnicas antigas de cimentação: a interface do cimento falha sob a carga alta e repetitiva de um paciente ativo;

polietileno convencional (das gerações antigas): desgasta mais, libera partículas que destroem o osso ao redor (osteólise) e solta a prótese;

artrite reumatoide juvenil e outras doenças de base: o osso é de pior qualidade e a anatomia costuma ser pequena e alterada;

atividade intensa e obesidade.

O que melhorou os resultados:

hastes sem cimento com fixação na parte de cima do fêmur;

polietileno altamente reticulado e cabeças de cerâmica, que desgastam muito menos;

melhor posicionamento dos componentes, evitando o desgaste da borda.

Nos jovens, a infecção existe, mas não é o principal modo de falha a longo prazo: a soltura mecânica predomina. E a demanda funcional dos jovens é maior, e não menor, o que aumenta o desgaste.

Na prova: nos jovens, a soltura asséptica se associa à haste cimentada, ao polietileno antigo e à artrite reumatoide juvenil.

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