Em pacientes jovens submetidos a artroplastia total do quadril, o principal modo de falha a longo prazo é a soltura asséptica, associada a fatores como
- uso de hastes não cimentadas de última geração e polietileno altamente reticulado (highly cross-linked).
- uso de haste cimentada, polietileno de gerações mais antigas e artrite reumatoide juvenil.
- predomínio de infecção periprotética tardia, mais comum nessa faixa etária do que a soltura mecânica.
- menor demanda funcional desses pacientes em comparação a pacientes idosos.
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Conceito-chave
A artroplastia total do quadril em pacientes jovens dura menos que nos idosos, porque os jovens vivem mais anos com a prótese e são mais ativos. O principal motivo de falha a longo prazo é a soltura asséptica: a prótese se solta do osso sem infecção, geralmente por desgaste, perda de osso ao redor (osteólise) e carga alta e repetida.
Fatores associados à soltura nos jovens, principalmente nas séries mais antigas:
haste cimentada, sobretudo com as técnicas antigas de cimentação: a interface do cimento falha sob a carga alta e repetitiva de um paciente ativo;
polietileno convencional (das gerações antigas): desgasta mais, libera partículas que destroem o osso ao redor (osteólise) e solta a prótese;
artrite reumatoide juvenil e outras doenças de base: o osso é de pior qualidade e a anatomia costuma ser pequena e alterada;
atividade intensa e obesidade.
O que melhorou os resultados:
hastes sem cimento com fixação na parte de cima do fêmur;
polietileno altamente reticulado e cabeças de cerâmica, que desgastam muito menos;
melhor posicionamento dos componentes, evitando o desgaste da borda.
Nos jovens, a infecção existe, mas não é o principal modo de falha a longo prazo: a soltura mecânica predomina. E a demanda funcional dos jovens é maior, e não menor, o que aumenta o desgaste.
Na prova: nos jovens, a soltura asséptica se associa à haste cimentada, ao polietileno antigo e à artrite reumatoide juvenil.
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