Durante uma cirurgia de revisão de artroplastia total do quadril, em relação à retirada de implantes antigos antes da colocação da nova prótese, é correto afirmar que
- implantes antigos bem fixados costumam, por si só, impedir a fixação adequada da nova prótese, sendo sempre necessária sua remoção completa antes de qualquer nova fixação.
- a exposição cirúrgica deve ser ampliada ao máximo antes da retirada dos implantes, para reduzir o risco de fratura durante a manipulação.
- recomenda-se expor e retirar apenas o necessário para a colocação da nova prótese, já que uma exposição extensa aumenta o risco de lesão neurovascular, dano a partes moles e fratura associada.
- a luxação do quadril deve ser evitada durante a retirada dos implantes, pois aumenta o risco de fratura femoral.
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Conceito-chave
Na revisão de uma artroplastia do quadril, o cirurgião retira os componentes antigos e coloca uma prótese nova. É uma cirurgia mais difícil que a primeira: o osso costuma estar mais fraco, há cicatrizes e as partes moles já foram mexidas.
O princípio central: expor e retirar apenas o necessário para colocar a nova prótese. Exposições muito amplas aumentam o risco de:
lesão de nervos e vasos;
dano aos músculos e partes moles;
fratura do osso;
infecção.
Por isso, componentes bem fixados que não atrapalham a reconstrução podem ser mantidos. Por exemplo, numa revisão parcial, o cirurgião pode trocar só a cabeça e o forro de plástico, deixando a haste e a taça no lugar.
A sequência prática:
- planejar: identificar qual é o implante e ter à mão as ferramentas próprias para retirá-lo;
- luxar o quadril com cuidado, depois de liberar a cápsula e as partes moles, para não torcer demais o fêmur;
- retirar primeiro o que está solto; nos componentes firmes, soltá-los cuidadosamente do osso com instrumentos finos;
- quando a haste está muito firme, pode ser necessário cortar e abrir uma janela no fêmur (osteotomia trocantérica estendida) para retirá-la com segurança.
Luxar o quadril faz parte da técnica; o cuidado é fazê-lo depois de liberar as partes moles, para não fraturar o fêmur.
Na prova: na revisão, recomenda-se expor e retirar apenas o necessário para a nova prótese.
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