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Questão de Displasia do quadril no adulto (OrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril)

QuadrilDisplasia do quadril no adultoOrtoQuestões Simulados, padrão Fellowship Quadril

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova Fellowship Quadril. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

À medida que o grau de displasia acetabular se torna mais grave, um achado paradoxal descrito é que

  1. a anteversão acetabular tende a aumentar proporcionalmente ao grau de displasia.
  2. a anteversão acetabular tende a diminuir, apesar de o acetábulo se tornar mais raso, mais oblíquo e eventualmente convexo.
  3. o acetábulo se torna progressivamente mais retrovertido apenas nos casos associados à luxação completa.
  4. a parede medial do acetábulo se torna mais fina, favorecendo a protrusão acetabular.
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Gabarito: B · a anteversão acetabular tende a diminuir, apesar de o acetábulo se tornar mais raso, mais oblíquo e eventualmente convexo.

Conceito-chave

Na displasia do quadril, o acetábulo é raso e cobre mal a cabeça do fêmur. À medida que a displasia fica mais grave, o acetábulo muda de forma de maneira previsível:

fica mais raso;

fica mais inclinado (oblíquo), com um ângulo de Tönnis alto;

a cobertura fica deficiente principalmente na parte da frente e de fora;

nos casos extremos, a superfície chega a ficar convexa (abaulada para fora, em vez de côncava);

a parede de dentro (medial) fica mais grossa, e não mais fina.

O achado paradoxal: seria de esperar que um acetábulo tão deficiente na frente ficasse cada vez mais virado para a frente. Mas acontece o contrário: quanto mais grave a displasia, menor tende a ser a anteversão do acetábulo (o quanto ele está virado para a frente).

Por que isso importa?

em parte dos casos graves, a deficiência também está atrás, e não só na frente;

na osteotomia periacetabular, que gira o acetábulo para cobrir melhor a cabeça, o cirurgião precisa considerar a versão. Se girar o fragmento só para a frente, pode criar retroversão e impacto;

na artroplastia, a parede de dentro mais grossa permite colocar a taça mais para dentro.

O fêmur displásico, por sua vez, tem anteversão aumentada, colo mais vertical e canal estreito.

Na prova: na displasia mais grave, a anteversão acetabular tende a diminuir, apesar de o acetábulo ficar mais raso e oblíquo.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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