À medida que o grau de displasia acetabular se torna mais grave, um achado paradoxal descrito é que
- a anteversão acetabular tende a aumentar proporcionalmente ao grau de displasia.
- a anteversão acetabular tende a diminuir, apesar de o acetábulo se tornar mais raso, mais oblíquo e eventualmente convexo.
- o acetábulo se torna progressivamente mais retrovertido apenas nos casos associados à luxação completa.
- a parede medial do acetábulo se torna mais fina, favorecendo a protrusão acetabular.
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Conceito-chave
Na displasia do quadril, o acetábulo é raso e cobre mal a cabeça do fêmur. À medida que a displasia fica mais grave, o acetábulo muda de forma de maneira previsível:
fica mais raso;
fica mais inclinado (oblíquo), com um ângulo de Tönnis alto;
a cobertura fica deficiente principalmente na parte da frente e de fora;
nos casos extremos, a superfície chega a ficar convexa (abaulada para fora, em vez de côncava);
a parede de dentro (medial) fica mais grossa, e não mais fina.
O achado paradoxal: seria de esperar que um acetábulo tão deficiente na frente ficasse cada vez mais virado para a frente. Mas acontece o contrário: quanto mais grave a displasia, menor tende a ser a anteversão do acetábulo (o quanto ele está virado para a frente).
Por que isso importa?
em parte dos casos graves, a deficiência também está atrás, e não só na frente;
na osteotomia periacetabular, que gira o acetábulo para cobrir melhor a cabeça, o cirurgião precisa considerar a versão. Se girar o fragmento só para a frente, pode criar retroversão e impacto;
na artroplastia, a parede de dentro mais grossa permite colocar a taça mais para dentro.
O fêmur displásico, por sua vez, tem anteversão aumentada, colo mais vertical e canal estreito.
Na prova: na displasia mais grave, a anteversão acetabular tende a diminuir, apesar de o acetábulo ficar mais raso e oblíquo.
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