Sobre a apresentação clínica do impacto femoroacetabular do tipo came, é correto afirmar que
- a dor costuma ser insidiosa, piorando com atividade física ou com longos períodos sentado, e o tempo médio até o diagnóstico é de aproximadamente três anos.
- a dor tipicamente tem início agudo, associada a trauma direto sobre o quadril, com diagnóstico estabelecido em poucos dias.
- o principal fator de risco para o desenvolvimento de artrose secundária é o sexo feminino associado ao mecanismo pincer.
- mulheres de meia-idade constituem o grupo mais suscetível a desenvolver artrose secundária ao impacto do tipo came.
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Conceito-chave
O impacto femoroacetabular do tipo came (cam) acontece quando uma giba de osso na transição entre a cabeça e o colo do fêmur entra no acetábulo ao dobrar o quadril, raspando a cartilagem e o lábio.
Como a dor se apresenta:
é insidiosa: começa aos poucos, sem um trauma marcante;
fica na virilha, muitas vezes mostrada com a mão em forma de C, às vezes do lado de fora ou na nádega;
piora com atividade física e com movimentos que dobram muito o quadril: ficar sentado por muito tempo, entrar e sair do carro, agachar.
O diagnóstico costuma demorar: em média, cerca de três anos. Nesse tempo, o paciente é frequentemente tratado como se tivesse pubalgia, lesão muscular ou dor lombar.
No exame: a rotação interna com o quadril dobrado fica limitada, e o teste de impacto (FADIR: flexão, adução e rotação interna) provoca dor.
Risco de artrose: o maior risco de evoluir para artrose está nos homens com came volumoso (ângulo alfa alto). O pincer, mais comum em mulheres, costuma evoluir mais devagar. Quando já há lesão da cartilagem ou artrose estabelecida, as cirurgias para preservar o quadril funcionam pior.
Tratamento: mudar as atividades e fazer fisioterapia. Nos casos com sintomas e sem artrose avançada, a cirurgia (por artroscopia ou aberta) retira a giba e repara o lábio.
Na prova: no came, a dor é insidiosa, piora com atividade e sentado, e o diagnóstico demora cerca de três anos.
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