Segundo a classificação de Hartofilakidis para a displasia do desenvolvimento do quadril no adulto, o tipo B corresponde a
- cabeça femoral contida dentro do acetábulo verdadeiro, sem migração superior.
- cabeça femoral subluxada, com contato parcial com o acetábulo verdadeiro.
- cabeça femoral luxada e ascendida, formando um neoacetábulo.
- ausência completa de contato entre a cabeça femoral e qualquer superfície acetabular.
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Conceito-chave
A classificação de Hartofilakidis descreve a displasia do quadril do adulto pela relação entre a cabeça do fêmur e o acetábulo verdadeiro (o lugar onde a cabeça deveria estar):
Tipo A, displasia: a cabeça continua contida dentro do acetábulo verdadeiro, mesmo que um pouco subluxada. O acetábulo é raso, mas a cabeça está no lugar certo.
Tipo B, luxação baixa (subluxação): a cabeça saiu parcialmente e passou a se articular com um acetábulo falso (neoacetábulo) formado logo acima. A borda de baixo desse acetábulo falso ainda toca ou se sobrepõe ao acetábulo verdadeiro. Há, portanto, contato parcial com o acetábulo verdadeiro.
Tipo C, luxação alta: a cabeça subiu muito, para cima e para trás, e não tem mais contato com o acetábulo verdadeiro.
Por que isso importa na artroplastia?
no tipo A, a deficiência óssea é leve, e a taça vai no acetábulo verdadeiro;
no tipo B, o acetábulo verdadeiro tem as paredes da frente e de trás deficientes;
no tipo C, o acetábulo verdadeiro é pequeno e pouco desenvolvido, e muitas vezes é preciso encurtar o fêmur para trazer a cabeça para baixo sem esticar demais os nervos.
Comparando: Crowe mede a porcentagem de migração da cabeça; Hartofilakidis descreve a relação da cabeça com o acetábulo verdadeiro.
Na prova: o tipo B de Hartofilakidis é a cabeça subluxada com contato parcial com o acetábulo verdadeiro.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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