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Questão de Fraturas do quadril e do acetábulo (ENARE R4 Ortopedia 2024)

QuadrilFraturas do quadril e do acetábuloENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente do sexo feminino, 60 anos de idade, sofreu queda ao desembarcar no aeroporto, e apresentou, em consequência, dor no quadril direito, impossibilidade de deambular e rotação externa do membro inferior direito. Atendida na emergência, foi diagnosticada como tendo uma fratura do tipo 31B1.3. A paciente é portadora de Síndrome de Sjögren, faz uso regular de antidepressivos tricíclicos e não apresenta outras comorbidades. Das opções a seguir, a melhor indicação de tratamento para essa paciente é a

  1. redução da fratura e a estabilização com sistema DHS.
  2. redução da fratura e a estabilização com haste intramedular bloqueada.
  3. redução da fratura e a fixação com três parafusos canulados de 7,0 mm.
  4. fixação in situ da fratura e a fixação com três parafusos canulados de 7,0 mm.
  5. artroplastia total de quadril com haste cimentada e acetábulo de fixação biológica.
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Gabarito: E · artroplastia total de quadril com haste cimentada e acetábulo de fixação biológica.

Conceito-chave

Este é um caso de fratura do colo do fêmur desviada numa paciente de 60 anos, ativa e independente (estava viajando, com poucas doenças).

Reconhecendo a fratura: na classificação AO, o código 31B indica o colo do fêmur; o 31B1 é a fratura logo abaixo da cabeça (subcapital); e o subgrupo .3 indica que ela está desviada. O quadro clínico confirma o desvio: dor, impossibilidade de andar, perna encurtada e girada para fora.

Como escolher o tratamento: depende da idade fisiológica, da atividade e do desvio:

pacientes jovens (abaixo de cerca de 60 a 65 anos fisiológicos): tenta-se salvar a cabeça, com redução e fixação urgentes (parafusos ou placas);

idoso ativo, com cognição boa e que anda sem ajuda: artroplastia total do quadril. Dá melhor função e menos reoperações que a fixação;

idoso de baixa demanda ou com demência: hemiartroplastia (troca só da cabeça);

fratura sem desvio ou encaixada em valgo: fixação no lugar (in situ), em qualquer idade.

Por que não fixar a fratura desviada no idoso? Porque o desvio rompe os vasos que nutrem a cabeça, e a fixação tem altas taxas de necrose e de falta de consolidação.

Os detalhes da prótese: a haste cimentada dá fixação imediata e reduz o risco de fratura ao redor da haste num osso com osteoporose; o acetábulo sem cimento (encaixado sob pressão) funciona bem.

O DHS (parafuso deslizante) e a haste intramedular são implantes para fraturas fora da cápsula (transtrocantéricas), e não para o colo desviado no idoso.

Na prova: na idosa ativa com fratura desviada do colo, a melhor opção é a artroplastia total com haste cimentada.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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