Para o tratamento cirúrgico adequado e com segurança das fraturas do acetábulo, é importante o conhecimento anatômico da região. Acerca do tema, é correto afirmar que
- o nervo e a artéria glútea superior saem da incisura isquiática maior em sua porção mais inferior.
- a coluna anterior é composta pela metade anterior da crista ilíaca, pelas espinhas ilíacas, pela metade anterior do acetábulo e pela púbis.
- a coluna posterior é mais longa que a anterior e termina na sua intersecção com a coluna anterior no topo da incisura isquiática.
- a coluna posterior é composta pelo ílio, espinha isquiática, a metade posterior do acetábulo e o osso denso que forma a incisura isquiática.
- 80% dos pacientes apresentam uma anastomose entre a artéria ilíaca interna e a artéria obturadora, conhecida como corona mortis.
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Conceito-chave
Para operar o acetábulo, Letournel ensinou a enxergá-lo de um jeito simples: a superfície articular apoiada entre os dois ramos de um Y invertido. Quase todas as alternativas desta questão testam se o aluno sabe desenhar esse Y e o que passa ao redor dele.
As duas colunas. O osso inominado nasce da fusão de ílio, ísquio e púbis na cartilagem trirradiada. No Rockwood and Green (10ª ed., cap. 51):
- Coluna anterior (segmento iliopúbico): a metade anterior da asa do ilíaco, contínua com a borda pélvica até o ramo púbico superior, mais a metade anterior da superfície articular.
- Coluna posterior (segmento ilioisquiático): começa na parte superior da incisura isquiática maior, desce pelas incisuras maior e menor e inclui a tuberosidade isquiática.
- Pilar ciático: a barra grossa acima da incisura isquiática maior que liga as duas colunas à sacroilíaca; é o osso intacto onde a fixação se ancora.
As paredes anterior e posterior são só a porção articular das colunas, e a superfície quadrilátera é a face interna onde as colunas se encontram.
Os vasos que a fratura e o cirurgião encontram. O feixe glúteo superior sai pela parte superior da incisura isquiática maior; por isso fraturas altas da coluna posterior que entram na incisura podem lacerá-lo ou prendê-lo. Na frente, a corona mortis é a origem anômala da artéria obturatória a partir do sistema ilíaco externo, pela epigástrica inferior, ou anastomoses menores entre os dois sistemas, cruzando o ramo púbico superior. Ela corre risco nas vias anteriores: no STOPPA modificado, essas anastomoses são identificadas e ligadas antes de seguir a borda pélvica.
Onde a questão escorrega. A banca deu como certa a alternativa da corona mortis com 80% de prevalência entre a ilíaca interna e a obturatória. O capítulo descreve o vaso vindo do sistema ilíaco externo e não traz porcentagem. Já a alternativa B, sobre a coluna anterior, repete quase palavra por palavra a definição do livro. Na prova, a resposta oficial foi E; na sala, o que importa é saber de onde vem o vaso que sangra quando se afasta o ramo púbico.
No resumo de fraturas do acetábulo, a seção de anatomia aplicada tem o desenho do Y invertido e a lista dos vasos vizinhos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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