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Questão de Fraturas periprotéticas do quadril (ENARE R4 Ortopedia 2024)

QuadrilFraturas periprotéticas do quadrilENARE R4 Ortopedia 2024

Paciente submetido a artroplastia total do quadril não cimentada há três semanas, hoje sofreu queda em casa e refere dores com dificuldades para deambular. Atendido na emergência do hospital, foi submetido a vários exames, entre os quais o teste de imunoensaio de alfa-defensina que teve como resultado o valor de 5.4. Entre os diagnósticos citados a seguir, o mais provável para esse paciente é:

  1. soltura asséptica.
  2. infecção periprotética.
  3. processo inflamatório periarticular.
  4. fratura periprotética do componente femoral.
  5. fratura periprotética do componente acetabular.
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Gabarito: D · fratura periprotética do componente femoral.

Conceito-chave

Este caso é um paciente com prótese de quadril sem cimento colocada há três semanas, que sofreu uma queda e passou a ter dor e dificuldade para andar.

Por que pensar em fratura? Nas primeiras semanas, a haste sem cimento ainda não está integrada ao osso. Ela se segura apenas pelo encaixe mecânico, sob pressão. O crescimento do osso sobre a superfície da haste (a osteointegração) leva cerca de 6 a 12 semanas. Uma queda nesse período pode fraturar o fêmur ao redor da haste ou fazê-la afundar. Além disso, as hastes sem cimento têm mais risco de fratura periprotética precoce que as cimentadas.

E a alfa-defensina? É uma proteína medida no líquido da articulação que ajuda a diagnosticar infecção da prótese. Mas ela pode estar elevada por outros motivos, como a inflamação normal das primeiras semanas depois da cirurgia, um sangramento dentro da articulação ou doenças inflamatórias. Um valor isolado três semanas depois da cirurgia, num quadro que começou com uma queda, não basta para definir infecção. A história traumática aguda pesa muito mais.

O que fazer: radiografias da bacia e do fêmur inteiro, comparando com as radiografias feitas depois da cirurgia. A fratura é então classificada pela classificação de Vancouver, e a estabilidade da haste é avaliada.

Na prova: a queda três semanas depois de uma prótese sem cimento, com dor e dificuldade para andar, sugere fratura periprotética do fêmur.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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