Paciente do sexo masculino, 35 anos de idade, refere dores no quadril direito de longa data que vem apresentando piora gradativa. Após exame físico e de imagens, o diagnóstico foi de síndrome do impacto posterior do quadril. Dos testes abaixo, o que mais contribuiu para essa hipótese diagnóstica foi o teste de
- FABRE positivo.
- FADRI positivo.
- apreensão positivo.
- Trendelenburg positivo.
- elevação da perna estendida positivo.
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Conceito-chave
O impacto posterior do quadril é o choque entre a parte de trás do colo do fêmur e a borda de trás do acetábulo (ou o ísquio). Ele acontece principalmente quando o quadril vai para extensão com rotação externa, às vezes com abdução. Aparece em bailarinos e em pessoas com certas deformidades, como o colo voltado para trás (retroversão femoral) ou um acetábulo que cobre demais a parte de trás. Também pode surgir como contragolpe do impacto anterior do tipo pincer.
Os testes do exame físico:
FABER (ou FABRE, ou teste de Patrick): flexão, abdução e rotação externa do quadril, com o pé apoiado sobre o joelho do outro lado. Essa posição leva a parte de trás do colo contra a borda de trás do acetábulo. Dor atrás sugere impacto posterior (ou problema na articulação sacroilíaca); dor na frente sugere problema dentro da articulação;
teste do impacto posterior: com o paciente na borda da mesa, leva-se o quadril em extensão e rotação externa;
FADIR (ou FADRI): flexão, adução e rotação interna. Avalia o impacto anterior, e não o posterior;
apreensão: extensão com rotação externa, avalia instabilidade anterior;
Trendelenburg: avalia a força do glúteo médio;
elevação da perna estendida (Lasègue): avalia irritação de raiz nervosa da coluna.
Na prova: entre as opções, o teste que mais sugere impacto posterior é o FABER (FABRE).
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