Na artrose do quadril, é contraindicação relativa para a osteotomia valgizante intertrocantérica a presença de
- flexão do quadril menor que 60º.
- extensão do quadril menor que 10º.
- cabeça femoral não esférica.
- acetábulo displásico.
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Conceito-chave
A osteotomia valgizante intertrocantérica é uma opção para a artrose do quadril em pacientes jovens, quando ainda não é o momento de uma prótese. O cirurgião corta o fêmur logo abaixo do colo e muda o ângulo entre o colo e o corpo do osso (deixando o colo mais "em pé"). Com isso, traz para a área que recebe peso uma parte mais preservada e bem encaixada da cabeça e aumenta o espaço articular do lado de dentro.
Indicações: artrose inicial ou moderada em jovens, com a cabeça deformada (por exemplo, por sequela de Perthes, osteonecrose ou displasia com cabeça em forma de cogumelo).
Pré-requisitos:
o quadril precisa ter movimento: flexão de pelo menos 60° (idealmente mais) e sem contratura fixa importante;
uma radiografia feita com a coxa em adução (que simula a valgização) precisa mostrar melhora do encaixe e do espaço articular;
paciente jovem, de preferência abaixo de 40 a 50 anos.
Por que a flexão menor que 60° contraindica? Porque a osteotomia não devolve movimento. Ela só muda a parte da cabeça que trabalha. Num quadril rígido, a cirurgia apenas mudaria a posição da rigidez, e o resultado funcional seria ruim.
Outras contraindicações relativas: artrose avançada, doenças inflamatórias, obesidade importante e idade avançada.
A cabeça não esférica não contraindica: pelo contrário, é uma das situações em que a valgização serve para trazer para a carga a parte mais bem encaixada de uma cabeça deformada.
Na prova: a flexão do quadril menor que 60° é contraindicação relativa à osteotomia valgizante.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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