Na artroplastia total do quadril realizada pela via de acesso posterior, o excesso de anteversão doacetábulo pode resultar em luxação
- anterior.
- posterior.
- superior.
- inferior.
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Conceito-chave
A posição da taça (o componente acetabular) é decisiva para a estabilidade da prótese de quadril. Ela é descrita por dois ângulos:
Inclinação (ou abdução): o quanto a taça está "em pé" ou "deitada" vista de frente;
Anteversão: o quanto a taça está virada para a frente.
Uma regra simples: a cabeça tende a luxar para o lado em que a taça está "aberta demais".
Anteversão excessiva (taça muito virada para a frente): quando o quadril vai para trás e gira para fora (extensão com rotação externa), o colo bate na borda de trás da taça. Essa borda funciona como alavanca e empurra a cabeça para fora pela frente. Resultado: luxação anterior.
Anteversão insuficiente ou retroversão (taça virada para trás): quando o quadril dobra, fecha e gira para dentro (como ao sentar e cruzar as pernas), o colo bate na borda da frente, e a cabeça sai por trás. Resultado: luxação posterior.
Inclinação excessiva (taça muito em pé): favorece a luxação para cima e para fora e o desgaste da borda.
A zona segura de Lewinnek sugere inclinação de cerca de 40° e anteversão de cerca de 15°, com margem de 10° para cada lado. Hoje se sabe que a posição funcional, que depende do movimento da bacia, também importa.
Na via posterior, a luxação mais comum é a posterior, por isso muitos cirurgiões dão alguns graus a mais de anteversão. Mas, se exagerarem, o problema se inverte e a prótese passa a luxar para a frente.
Na prova: o excesso de anteversão da taça pode resultar em luxação anterior.
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