O portal utilizado para acessar o compartimento central do quadril e a estrutura neurovascular em risco são respectivamente o
- póstero-lateral e o nervo glúteo superior.
- ântero-lateral e o nervo glúteo inferior.
- anterior e o nervo cutâneo lateral da coxa.
- ântero-medial e a artéria circunflexa medial.
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Conceito-chave
Na artroscopia do quadril, o interior da articulação é dividido em compartimentos, e cada um é acessado de um jeito:
Compartimento central: o espaço entre a cabeça do fêmur e o acetábulo. Ali ficam o lábio, a cartilagem, o ligamento redondo e a fossa do acetábulo. Para entrar nele, é preciso tracionar a perna e afastar a cabeça do acetábulo.
Compartimento periférico: o espaço entre o colo e a cápsula, por fora do acetábulo. Ali ficam a giba do impacto tipo came, a membrana sinovial e fragmentos soltos. É acessado sem tração, com o quadril dobrado.
Compartimento peritrocantérico: o espaço sob a banda iliotibial, do lado de fora, onde ficam os tendões abdutores e as bursas.
Os portais usados para o compartimento central são o anterolateral e o anterior, e cada portal tem sua estrutura de risco:
portal anterior: o nervo cutâneo femoral lateral, cujos ramos passam a poucos milímetros. Se o portal for colocado para dentro demais, passa a ameaçar o nervo femoral;
portal anterolateral: o nervo glúteo superior, a alguns centímetros acima;
portal posterolateral: o nervo isquiático (ciático).
No portal anterior, o cuidado é cortar só a pele e afastar o tecido de baixo com instrumento de ponta romba.
Na prova: o portal anterior acessa o compartimento central e põe em risco o nervo cutâneo femoral lateral.
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