Na via de acesso do quadril de WATSON-JONES, é necessária a dissecção do intervalo entre os músculos
- glúteo mínimo e tensor da fáscia lata.
- glúteo médio e tensor da fáscia lata.
- glúteo mínimo e sartório.
- glúteo médio e sartório.
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Conceito-chave
A via de Watson-Jones é a via anterolateral do quadril. O cirurgião trabalha no intervalo entre o glúteo médio e o tensor da fáscia lata.
Um detalhe importante: essa via não é internervosa. Os dois músculos são inervados pelo mesmo nervo, o glúteo superior. Por isso, a dissecção não pode subir demais, senão o cirurgião corta os ramos do nervo que vão para o tensor.
Vantagens: preserva os rotadores curtos e a cápsula de trás do quadril, o que diminui o risco de luxação posterior da prótese. É a base das variantes minimamente invasivas anterolaterais.
Desvantagens: a exposição do fêmur é mais difícil, e o afastamento pode lesar o glúteo médio.
Comparando as vias do quadril:
anterior (Smith-Petersen ou Hueter): entre o sartório e o tensor da fáscia lata no plano superficial, e entre o reto femoral e o glúteo médio no profundo. É internervosa (nervo femoral de um lado, glúteo superior do outro);
anterolateral (Watson-Jones): entre o tensor da fáscia lata e o glúteo médio;
lateral direta (Hardinge): divide o glúteo médio e o vasto lateral;
posterior: divide o glúteo máximo e solta os rotadores curtos;
medial (Ludloff): entre os músculos adutores.
O glúteo mínimo fica por baixo do glúteo médio, mais profundo, e não forma o intervalo da via.
Na prova: a via de Watson-Jones usa o intervalo entre o glúteo médio e o tensor da fáscia lata.
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